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Doenças de inverno: Atendimentos aumentam até 35% no Hospital Arlinda Marques

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 - 10:41 - Fotos: 

A mudança das estações climáticas favorece as doenças sazonais, aquelas que ocorrem mais em determinadas estações do ano. No período de chuvas, que vai de abril a agosto no Nordeste, há um acréscimo no número de atendimentos nos prontos atendimentos e ambulatórios. No Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede hospitalar do Estado, a procura por estes serviços aumenta em até 35% nesta época.

“A primeira coisa que devemos ter certeza é que o calendário vacinal da criança esteja atualizado, prevenindo doenças que podem ter sua imunidade através das vacinas”, alerta o diretor técnico do Complexo, pediatra Fabiano Oliveira de Alexandria.

Ele explica que no Arlinda Marques, em dias normais, são atendidas cerca de 120 crianças por dia, o que corresponde a 3,6 mil atendimentos ao mês, mas no período de chuvas esses números podem chegar a 200 atendimentos em um dia e cerca de 5 mil em um mês. Do total de atendimentos, 65% são de doenças respiratórias.

Ainda segundo o médico, no período chuvoso aumenta muito a incidência de viroses respiratórias, doenças do aparelho digestivo, doenças de pele como larva migrans, piodermites e micoses e situações externas como desidratação decorrente de doenças diarréicas. “As viroses mais comuns e frequentes são as que precisam de contato, como resfriado ou gripe, bronquiolites, conjuntivites, dentre outras”, afirma o pediatra.

No entanto, Fabiano de Alexandria deixa claro que isso não deve ser motivo para cancelamento de férias ou outras programações, mas alguns cuidados adicionais devem ser tomados neste período específico, como evitar aglomerações de pessoas quando a criança é muito pequena (menor que seis meses), estar em dia com as vacinas habituais, ingerir bastante líquido e suco de frutas, alimentação variada e adequada para a idade, andar calçado, lavar sempre as mãos antes de ingerir alimentos, tomar banhos nas horas certas e monitorar a forma que as crianças maiores fazem sua própria higienização. “São dicas simples, mas importantes em nosso dia a dia”, destaca o médico.

Ele explica que a complexidade de atendimento do Arlinda Marques faz com que, cada vez  mais, a clientela da unidade saúde seja composta de pacientes graves, “o que nos faz apelar para que casos mais simples como resfriados e febre, em seus primeiros episódios, sejam preferencialmente atendidos  primeiro nos Postos de Saúde da Família (PSFs), nas Unidades de Pronto Atendimento  (Upas), Cais ou outras unidades de saúde que atendam crianças’, afirma Fabiano de Alexandria.

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