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6 de março de 2013

Diretores da Aesa se reúnem com ministro da Integração e solicitam construção de barragem



Diretores da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) estão em Brasília cumprindo agenda de reuniões com ministros e a presidência da Agência Nacional das Águas (Ana). Para a tarde desta quarta-feira (6), está programado um encontro com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, para discutir ações de combate à seca e prevenção de enchentes.

Na noite de terça-feira (5), o diretor presidente da Aesa, Moacir Rodrigues, e o diretor de Acompanhamento e Controle, Porfírio Catão, estiveram reunidos com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Durante o encontro, os representantes do Governo do Estado apresentaram um projeto de construção de uma barragem para evitar enchentes na região do Covão, na cidade de Campina Grande.

“Fomos muito bem recebidos pelo ministro, que avaliou o projeto e fez algumas observações sobre a titularidade da terra onde a barragem precisa ser construída e atualização do valor da obra, que gira em torno de oito milhões de reais. Dentro de uma semana vamos reenviar o documento atualizado e torcer para que ele seja inserido no orçamento do PAC”, explicou Moacir Rodrigues.

De acordo com o diretor presidente, depois de realizar estudos técnicos sobre prevenção de desastres, os engenheiros da Aesa perceberam a necessidade de construção do reservatório para contenção e represamento das cheias provocadas no período de chuvas na zona rural de Campina Grande. “Este problema pode ser amenizado com a construção desta barragem, que além de ser útil no controle da água, poderia ter uso complementar para obras de irrigação e promoção da atividade agrícola nas comunidades rurais”, acrescentou.

Em 2011, mais de 80 famílias tiveram suas casas invadidas pelas águas das chuvas na comunidade Rosa Mística. A enchente provocada pelo rompimento sequencial de açudes particulares de menor porte também prejudicou comerciantes do Ponto Cem Réis. “A topografia da região facilita a acumulação de recursos hídricos e, em períodos excessivos de chuvas, causa riscos a aproximadamente 30 mil habitantes. São moradores dos bairros Cuités, Jardim Continental, Bairro das Nações, Alto Branco, Jardim Tavares, Conceição e Palmeira, que anualmente sofrem com os prejuízos provocados pelas inundações”, detalhou Porfírio Catão.

Para evitar que novas enxurradas prejudiquem a população, além de solicitar a construção da barragem a Aesa acompanha diariamente os eventos climáticos em todo território paraibano por meio do Centro de Gestão de Situações Críticas. A Sala de Situação, como ficou conhecido o Centro, conta com 14 plataformas de coleta de dados. Os aparelhos possuem sensores de chuva, pressão barométrica e de nível da água, e transmitem as informações via satélite para os computadores instalados na sede da Aesa. Uma vez detectada qualquer anormalidade, os meteorologistas de plantão alertam as defesas civis do Estado e municípios.