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27 de julho de 2012

Diálogos Criativos encerram I Colóquio Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento



27.07.12 resulta_do_colquios (1) Foto: Secom-PB

Os Diálogos Criativos encerram a programação do I Colóquio Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento na noite de quinta-feira (26), no Sesc Centro de Campina Grande (PB). O evento marcou a abertura do ciclo de debates que a Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura vai realizar em todo Brasil até 2013.

Depois do debate em grupos de trabalho, os relatores apresentaram os principais problemas e propostas de soluções. Entre os problemas detectados, está a falta de profissionais capacitados para atuar no setor de economia criativa.

A coordenadora geral de Ações Empreendedoras da Secretaria de Economia Criativa do MinC, Suzete Nunes, falou sobre os atuais fundos de incentivo à cultura. “É preciso diversificar os fundos de incentivo à cultura. Os modelos que existem atualmente não dão conta da diversidade cultural do país”, observou a coordenadora.

Ela aproveitou para apresentar as iniciativas do MinC para dar suporte aos profissionais da economia criativa, a exemplo do Criativa Birô, uma rede de equipamentos a ser instalada em todos os estados brasileiros. Um piloto desse projeto vai ser implantado no Acre, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro até abril do ano que vem.

Esse escritório da Economia Criativa vai prestar atendimento especializado para orientar tanto profissionais como empregadores criativos. Segundo o MinC, até novembro 2013, todos os estados terão um Criativa Birô da Secretaria de Economia Criativa.

O professor André Piva, da Universidade Federal da Paraíba, participou do  I Colóquio Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento e propôs aos representantes da Secretaria de Economia Criativa do MinC a criação de uma pós-graduação que siga as diretrizes de economia criativa para orientar os agentes de cultura de todo país.

“O objetivo é subsidiar os profissionais ensinando desenvolvimento de projetos para profissionais de todas as áreas compatíveis com economia criativa e produção cultura. A Universidade (UFPB) está aparelhada para receber todas as demandas de cultura”, informou André Piva, que é doutor em cultura e sociedade e coordenador da pós graduação em Turismo de Base Local.

Economia Criativa – Economia criativa é um conceito com cerca de uma década que leva em conta a “ideia” como “moeda de troca” do século XXI. Considera todos os processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços que utilizam o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. E que, principalmente, valorize e fortaleça a economia local.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), existem seis grandes categorias de setores criativos: patrimônio cultural e natural, espetáculos e celebrações, artes visuais e artesanato, livros e periódicos, audiovisual e mídias interativas, design e serviços criativos. Dentro desses grupos estão uma diversidade de atividades associadas. Por exemplo: design de moda, jogos eletrônicos, feiras do livro, sítios históricos e arqueológicos, patrimônio natural, o artesanato, as festas populares…

27.07.12 resulta_do_colquios Foto: Secom-PB

No Brasil, a Secretaria de Economia do MinC é nova. Foi instituída em 1 de junho deste ano pelo decreto 7743. A pasta tem a missão de conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional com objetivo de fazer da cultura um eixo estratégico de desenvolvimento dos Estados brasileiros, segundo preconizava Celso Furtado.

Os Colóquios Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento são uma forma da Secretaria divulgar seus projetos e colher as demandas de cada uma das regiões do país. Eles acontecerão, ainda, em Brasília (26/09), Curitiba (21/03/13), Belém (23/03/13) e São Paulo (21/08/13).