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Diagnóstico precoce da Aids reduz a 1% a chance de mãe infectar bebê

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 - 16:40 - Fotos: 
A comprovação do vírus da Aids ainda no primeiro trimestre de gravidez aliada à assistência no Serviço de Assistência Especializada (SAE) durante o pré-natal, parto e pós-parto reduz em 1% a chance da mãe transmitir o HIV para o bebê, conforme informou a gerente operacional das DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Marta Brasileiro.

Na abertura do II Curso Básico de Vigilância Epidemiológica – Transmissão Vertical do HIV/sífilis, que está sendo promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) até a próxima sexta-feira (4), no Hotel Netuanah na capital, a coordenadora do serviço no HU em João Pessoa, Iaponira Cortez informou que estão sendo acompanhadas 354 mulheres soropositivas e 358 crianças expostas.

Em nome da Secretaria de Estado da Saúde, a técnica da Gerência Operacional de DSTs/Aids, Elizabeth Barboza agradeceu a participação das pessoas presentes ao evento e ainda falou da importância dos participantes em se tornarem multiplicadores dos conhecimentos adquiridos no treinamento nos seus municípios pois foram convidados para melhorar os serviços de notificação e investigação da sífilis e Aids.     

A coordenadora do SAE do Hospital Universitário Lauro Wanderley informou que em até sete dias após a alta do parto, as mulheres com Aids ou sífilis em João Pessoa e cidades circunvizinhas devem procurar o serviço que dispõe de uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, ginecologistas, obstetras, infectologistas, enfermeiros e nutricionistas. “Além de receber os anti-retrovirais, necessários ao tratamento e exames de rotina, carga viral (para saber a quantidade de vírus) e CD4 (para saber como o organismo está reagindo ao tratamento), as mulheres são submetidas a uma consulta mensal com os médicos do serviço”, lembrou.

No SAE do HULW o atendimento é feito não só as mulheres portadoras da Aids e sífilis e crianças expostas, mas também aos parceiros que vem de cidades circunvizinhas, como também de outros municípios do Ceará e Pernambuco, próximos a João Pessoa.

A assistente social, Maria Disanete Mesquita que trabalha com DST/Aids na 6ª Gerência Regional de Saúde em Patos, disse que o curso é uma oportunidade para atualizar os conhecimentos adquiridos nos dez anos que atua na área a fim de melhorar a qualidade de vida destas pessoas através de orientações tanto na prevenção como no tratamento.

Participaram da mesa de abertura do II Curso Básico de Vigilância Epidemiológica – Transmissão Vertical do HIV/sífilis, a técnica da Gerência Operacional das DSTs/Aids da SES, Elizabeth Barboza, a coordenadora do SAE do HULW, Iaponira Cortez e o coordenador da unidade de Vigilância Epidemiológica do HULW, Clodoaldo da Silveira Costa.
    

Da Assessoria de Imprensa da SES