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22 de novembro de 2011

Dia de Combate ao Câncer Infantil alerta para importância do diagnóstico precoce



O alerta para o diagnóstico precoce do câncer será o foco da Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quarta-feira (23), quando é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de 1999 a 2006, foram registrados, em João Pessoa, 293 casos de câncer em crianças e adolescentes de até 19 anos. O tipo mais comum nessa faixa etária é a leucemia, que teve 66 registros, o equivalente a 22,52% do total. A incidência é maior nas crianças com até cinco anos; foram 26 casos.

Outros tipos mais incidentes de câncer infantil são os que atingem o cérebro e os ossos. O diagnóstico e o tratamento da doença podem ser feitos no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, e no Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande. Nesses centros, os pacientes dispõem de equipamentos e medicamentos para quimioterapia e radioterapia.

A diretora do Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC), Roseane Machado, enfatizou que, por meio do diagnóstico precoce, é possível executar ações emergenciais e iniciar o tratamento das crianças e também dos adolescentes, para evitar o progresso da doença e ampliar as chances de cura dos pacientes. “É preciso que os pais estejam atentos e façam sempre exames de rotina em seus filhos. Todos nós devemos estar vigilantes para iniciar o combate à doença logo nos estágios iniciais”, frisou.

A cura para o câncer mais comum entre as crianças e adolescente, a leucemia – uma doença que provoca o crescimento de células imaturas do sangue – só acontece com o transplante de medula óssea. E, para buscar a cura de cada vez mais crianças paraibanas e de todo o mundo, o Hemocentro da Paraíba desenvolve um cadastro de possíveis doadores que passa a integrar os dados do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Em todo o Estado, desde 2008, aproximadamente 30 mil pessoas já foram cadastradas pelo órgão. Quando é verificada a compatibilidade com algum dos doadores, são recolhidas novas amostras de sangue, para que sejam feitos exames mais aprofundados sobre a compatibilidade efetiva e verificar a inexistência de doenças.

Só neste ano, três possíveis doadores cadastrados na Paraíba foram pré-selecionados para fazer o transplante de medula para pacientes dos Estados Unidos, São Paulo e Rio de Janeiro. Os doadores em potencial foram convocados para fazer exames complementares de compatibilidade e aguardam confirmação para realizar a operação.

Todo o processo de doação da medula, desde o transporte dos voluntários até o procedimento cirúrgico, é financiado pelo Ministério da Saúde (MS). Os candidatos que aceitarem participar do transplante doam apenas uma parte da medula óssea que é retirada da região da bacia ou, dependendo dos casos, da própria corrente sanguínea.