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21 de janeiro de 2015

Dia de Combate à Hanseníase no Clementino Fraga



O Dia Nacional de Combate à Hanseníase, 25 de janeiro, está sendo celebrado através de uma programação especial elaborada pelo Hospital de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga, que integra a rede hospitalar do Estado. As ações, de caráter educativo, foram iniciadas nessa terça-feira (20) com a distribuição de material educativo/informativo em viagens nos trechos Santa Rita\João Pessoa\Cabedelo, em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

De acordo com a diretora geral do Hospital, Adriana Teixeira, a mesma ação acontece nesta quarta-feira (21), a partir das 15h, na Feira de Jaguaribe, por meio de uma parceria com a administração do Mercado Público. Na quinta (22) e sexta-feira (23), as atividades serão realizadas das 8h ao meio dia, no Hospital Clementino Fraga. Na quinta haverá a apresentação de um vídeo abordando os sinais, sintomas e prevenção da hanseníase, e na sexta será realizada uma mobilização social. O público alvo dessas duas ações será pacientes e funcionários.

Oficina de Calçados – Além do diagnóstico e tratamento da doença, o Hospital Clementino Fraga conta com uma oficina onde são produzidas sandálias adaptadas, férulas e outros equipamentos necessários para ajudar o paciente. O processo de confecção das peças é 100% artesanal e são produzidas todas as adaptações necessárias para ajudar o paciente de hanseníase.

No ano passado, foram produzidos 220 pares de sandálias adaptadas e outros 138 tipos de adaptações. De acordo com Adriana Teixeira, essas peças são de grande ajuda para os pacientes. “Com calçado adequado, adaptação correta e os curativos, o paciente pode ter mais qualidade de vida. Muitas vezes, os pacientes chegavam aqui com metade de uma sandália no pé porque não conseguiam calçar, então esse tipo de adaptação que fornecemos aqui é de extrema importância e utilidade para eles”, afirmou.

Dados – A hanseníase é uma das doenças de pele mais antigas da história da medicina. De acordo com dados do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2012 foram notificados 710 novos casos de hanseníase na Paraíba, enquanto que em 2013 esse número caiu para 544. Dados parciais revelam que em 2014 foram 300 novos casos.

Grupo de Auto Cuidado – O Hospital Clementino Fraga ainda conta com encontros do grupo de autocuidado, onde os pacientes convivem com outras experiências e aprendem a perceber as características de suas lesões, o que possibilita uma tomada de decisão de tratamento mais acertada. Os encontros do grupo são abertos e visam melhorar a qualidade de vida das pessoas acometidas pela hanseníase.

O Estado conta hoje com seis grupos distribuídos nos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Patos, Cajazeiras e Sousa, com possibilidade de expansão para outros municípios.

Sobre a doença – A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada.

A doença atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde.

Os sintomas incluem: sensação de formigamento; fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Tratamento – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz, pode durar de seis a 12 meses. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias, em casa, e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento, exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.