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Dez mil maços falsificados foram apreendidos no Mercado Central e Terminal de Integração

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 - 15:12 - Fotos: 

Uma operação realizada pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), mais Curadoria do Consumidor do Ministério Público da Paraíba, Vigilância Sanitária Municipal, Polícia Militar e Procon, nesta sexta-feira (25), resultou na apreensão de 10 mil maços de cigarros falsificados de várias marcas, que eram comercializados no Mercado Central e Terminal de Integração de João Pessoa. Os produtos eram vendidos clandestinamente em 40 mercadinhos e fiteiros.

Há três meses, a Agevisa investiga a venda clandestina de cigarros na Paraíba e comprovou que em todos os municípios existem pontos de venda desses produtos falsificados. O diretor geral do órgão, José Alves Cândido, afirmou que a apreensão representa “o controle que é feito pela vigilância sanitária na proteção da saúde da população”.

Cândido lembra que “o cigarro já é um malefício para quem usa e os que são comercializados clandestinamente não auxiliam no combate ao tabagismo”. Ele informou que os cigarros apreendidos serão inutilizados.

O diretor técnico de Ciência e Tecnologia Médica da Agência, Molina Rodriguez, explicou que os cigarros falsificados foram apreendidos porque não atendem as normas da vigilância sanitária, pois as embalagens não são padronizadas e não apresentam advertências obrigatórias.

“O problema da comercialização irregular de cigarros é de vários órgãos. Dados divulgados pela Receita Federal apontam que 30% dos cigarros consumidos no País são falsificados. Do ponto de vista sanitário, esses produtos não apresentam na embalagem as imagens que inibem o consumo e nem advertências, pois fumar é prejudicial à saúde”, disse Molina Rodriguez.

O curador do Consumidor do Ministério Público, Glauberto Bezerra, adiantou que os comerciantes flagrados durante a operação serão chamados para prestar depoimentos e oferecer informações que levem à rede de distribuição de cigarros falsificados.

“Os comerciantes são vítimas de um processo mafioso. Temos informações de que eles são ameaçados de morte, caso não vendam cigarros falsificados. Nosso interesse é investigar e descobrir a linha de distribuição desses produtos”, afirmou.

Da Assessoria de Imprensa da Agevisa