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Debates e lançamento de livro marcam a quinta-feira no Congresso de HIV/Aids e Hepatites Virais

sexta-feira, 20 de novembro de 2015 - 13:20 - Fotos:  Ricardo Puppe

Durante a tarde dessa quinta-feira (19), no 10º Congresso de HIV/Aids e 3º Congresso de Hepatites Virais, foram realizadas várias atividades relacionadas aos temas, como debates, bate-papos, lançamento de livro e distribuição de material informativo e brindes.

A tarde começou com um debate sobre Hepatites Virais em Crianças. Em seguida, foram abordados os seguintes temas: Hepatite C como Doença Sistêmica, Novos Desafios em Hepatite C e Seguimento Pós-Cura. Com relação a HIV/Aids, as discussões foram sobre Tratamento para Todos, Políticas Públicas para a Atenção à Saúde da População Trans, Novas Diretrizes em Perícias Médicas para HIV/Aids e a Redução do Tempo de Contribuição para a aposentadoria das pessoas vivendo com HIV/Aids.

Houve ainda o bate-papo sobre “Como Viver com HIV/Aids: Ontem, Hoje e o Amanhã” e o lançamento do livro “História da Aids no Brasil de 1983 a 2003”, dos autores Lindinalva Laurinda Teodorescu e Paulo Roberto Teixeira. Para o congressista Gabriel Estrela, do Distrito Federal, o evento é uma maneira de conscientizar a população que aids não tem cara, cor, idade, nem classe social. “A aids coloca todos no mesmo lugar: o de ser humano. Somos todos iguais, e viver com o HIV me ensinou isso e várias outras lições”, disse.

Floriano Furtado Leite, 50 anos, do Espírito Santo, vive com o vírus do HIV há mais de 20 anos. Ele lembrou a diferença de realidade da doença naquela época para os dias de hoje. “Quando eu recebi o diagnóstico só tive uma certeza: eu teria entre seis meses a dois anos de vida. Passei esse tempo apenas ‘esperando a morte chegar’.

Com o passar do tempo e avanços da medicina, fui aprendendo a conviver com o vírus e levar uma vida praticamente normal. Hoje a doença não soa mais como uma sentença de morte, e isso é perigoso. Mesmo com todos os avanços no tratamento da doença, é preciso lembrar que a aids não tem cura e a prevenção é realmente o melhor remédio”, disse.

Para a coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena, o congresso é um sucesso. “A Paraíba sediar esse congresso, reunindo aproximadamente 3000 mil pessoas, onde destas, 900 são daqui do Estado, isso é muito gratificante. O congresso veio para potencializar a atuação dos trabalhadores de saúde no seu serviço. Um congresso desse porte no nosso Estado potencializa as ações desenvolvidas e ofertadas nos serviços de saúde. Os profissionais saem atualizados para o cuidado diante da Aids/HIV e Hepatites Virais”, disse Ivoneide.

No stand da Secretaria de Estado da Saúde (SES) foram distribuídos preservativos, lubrificantes, material educativo, além do sorteio de camisetas exclusivas do evento. “Essa é uma oportunidade de troca de experiências com outros estados do país, em cima do que está sendo feito pela política de DST/Aids e Hepatites Virais, como também um compartilhamento de responsabilidade entre os estados perante a política voltada para esses dois agravos e muito aprendizado. Tudo é oportunidade de aprendizado para a implantação de novas estratégias pra esse grupo aqui na Paraíba”, ressaltou a técnica da Vigilância em Saúde da SES, Talita Lira.

No posto de saúde do 10º Congresso de HIV/Aids e 3º Congresso de Hepatites Virais, o movimento foi tranquilo. Até o final da tarde foram realizados 21 atendimentos, sendo em sua maioria queixas por cefaleia (dor de cabeça) e rinite alérgica. A médica do Hospital Clementino Fraga, Michele Rocha, disse estar satisfeita e feliz por poder contribuir com um evento tão grandioso. “O movimento tem sido bem tranquilo e nossa equipe vai continuar aqui até o final do evento. Estamos muito felizes com essa parceria sempre tão bem sucedida”, disse.

Estúdio de Tatuagem – No estúdio de tatuagem do congresso o movimento foi intenso. Os tatuadores fizeram aproximadamente 50 tatuagens na quinta-feira (19). Para a administradora do Xiko Tattoo Studio, Erlana Silva, participar do evento foi importante para mostrar que o processo da tatuagem é 100% seguro. “Aqui a gente teve a oportunidade de conscientizar as pessoas sobre a tatuagem. É importante sempre procurar um profissional qualificado, que tenha realmente toda uma estrutura, que saiba realmente o que está fazendo. Trabalhamos com material 100% descartável, autorizado pela Anvisa, com controle de validade. As pessoas estar atentas à tudo isso, a questão da higienização. Assim qualquer pessoa poder ser tatuada de maneira segura”, concluiu.

Os Congressos – O 10º Congresso de HIV/Aids e 3º Congresso de Hepatites Virais, organizados pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, seguem simultaneamente até esta sexta-feira (20), no Centro de Convenções de João Pessoa.