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19 de junho de 2009

De janeiro a junho deste ano, a Secretaria de Saúde confirmou a doença em apenas 242 pacientes na PB



Este ano, entre janeiro e a primeira semana de junho, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou e confirmou 242 casos de dengue na Paraíba. Foram 6.159 (96,21%) a menos do que os registrados no mesmo período do ano passado. O último boletim epidemiológico foi divulgado nesta sexta-feira (19), pela Gerência Operacional de Vigilância, e mostrou que os municípios onde as pessoas tem maior risco de adoecer por dengue são Riacho dos Cavalos e Teixeira.

Apesar da redução, a SES alerta que os cuidados para eliminar o  mosquito Aedes aegypti devem ser reforçados, evitando assim o surgimento de mais casos e uma epidemia, como a do ano passado.

Esses dois municípios tem médio coeficiente de incidência da doença, que vai de 100 a 300 casos, por cada 100 mil habitantes. Nenhum município do Estado apresenta, até o momento, alto risco de alguém adoecer por dengue. O maior número de casos confirmados aconteceu no mês de março (105), seguido de fevereiro (48), janeiro (42), abril (35) e maio (12). A região com mais casos (são 12 no Estado) foi a de Patos, com 88 casos.

Ao todo, foram notificados este ano 642 casos suspeitos da doença, só que a maioria descartada. Dos 242 confirmados, 134 (55,3%) foram por critério laboratorial, sendo um caso de dengue com complicação que evoluiu para óbito, e 108 (44,6%) por critério clínico epidemiológico. Observa-se que no ano passado, neste mesmo período de análise, foram notificados 7.901 casos de dengue a menos que no mesmo período de 2008, com redução de 92,5 %.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis por Vetores, Gisele Aversari, a redução do número de casos se deve às ações conjuntas implementadas pela SES e os municípios. “Devemos ressaltar a possibilidade da ocorrência de subnotificações por alguns municípios, devido mudanças no corpo técnico, pois iniciamos o ano com novos gestores”, explicou.

Dengue – Segundo Gisele Aversari, a dengue é um grave problema de saúde pública em muitos países e, por isso, embora a Paraíba esteja registrando uma redução considerável, os cuidados não devem ser relaxados. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que é parecido com um pernilongo, de corpo escuro e rajado de branco. A doença se manifesta subitamente com febre intensa, dor de cabeça, dores fortes nos olhos, na musculatura e nas juntas, podendo surgir erupções na pele. A forma mais grave da doença é a febre hemorrágica que acomete pele, tecidos subcutâneos e intestino, podendo levar ao choque e ao óbito.

Assessoria de Comunicação da SES-PB