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11 de junho de 2012

Curso de Capacitação em Hanseníase reúne profissionais da Saúde no Clementino Fraga



Quarenta e cinco profissionais da saúde do Sistema Penitenciário da Paraíba participaram, na manhã desta segunda-feira (11), da abertura do Curso de Capacitação em Hanseníase (Diagnóstico e Tratamento) promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). O curso, ministrado no auditório do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, em Jaguaribe, na Capital, é voltado para todos os profissionais de saúde de nível superior do Sistema Penitenciário.

“Participam da capacitação os profissionais das nove equipes de saúde penitenciária, incluindo as equipes do PB1 e do Centro de Reeducação Feminino Maria Júlia Maranhão, criadas nesta gestão”, explicou o coordenador da Gerência de Saúde do Sistema Penitenciário da Seap, Ranulfo Cardoso.

Já na palestra de abertura, o público presente foi orientado pela dermatologista e hansenóloga Luciana Trindade sobre os aspectos clínicos da patologia e das condições de tratamento, a fim de permitir um diagnóstico mais preciso e imediato por parte dos profissionais que atendem os apenados.

Segundo a assessora técnica do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Geísa Campos, que coordena o curso, ainda não há um levantamento preciso acerca do número de apenados acometidos pela hanseníase. “Ainda não temos esse número porque a própria ficha de notificação da doença não diz se o paciente encontra-se na condição de apenado. Precisamos aprimorar esta coleta de dados e incluir esta informação no sistema para termos um panorama mais amplo e preciso dos casos de hanseníase na Paraíba”.

Geísa Campos informou ainda que este levantamento será uma tarefa a ser realizada pela vigilância, em parceria com as equipes de saúde que atuam nas unidades prisionais, após o curso de capacitação, que se estende até esta terça-feira (12).

Para a representante da SES, a capacitação vai permitir que o apenado seja diagnosticado e tratado na própria unidade prisional, evitando que tenha que se deslocar para centros de referência de tratamento. “É preciso lembrar que 90% da população já possui imunidade natural contra a hanseníase. Além disso, dos quatro tipo existentes, somente dois são contagiosos. Lembrando que o contágio da doença exige um tempo maior de exposição; não é como a gripe. No caso de confirmação da doença, já após a primeira dose da medicação, a doença deixa de ser contagiosa”, explicou Geísa, afirmando que todas as formas da hanseníase tem cura.

 

A iniciativa do Curso de Capacitação em Hanseníase (Diagnóstico e Tratamento) ainda conta com o apoio da Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde, respectivamente representadas por Júlia Vaz e  Patrícia Assunção.

 

A série de palestras inseridas na programação do curso começa a partir das 8h, com intervalo para o almoço, retornando às 13h30, com encerramento das discussões previsto para as 17h30. Informações complementares podem ser obtidas na Gerência de Saúde do Sistema Penitenciário da Paraíba, através do email gsaude.seap@gmail.com, ou pelo telefone (83) 3218-6684.