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22 de maio de 2009

Curso aponta soluções para áreas subdesenvolvidas do Baixo Paraíba



O Curso de Gestão Estratégica, realizado pelo Ministério da Integração Nacional em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e o apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), foi encerrado nesta sexta-feira (22), às 16h. Os participantes elegeram alguns itens que podem ajudar no desenvolvimento de áreas subdesenvolvidas do Estado, em especial a região do Baixo Paraíba.

O advogado Chico Lopes, que participou do curso representando o Comitê Estadual de Defesa do Projeto do São Francisco, acredita que as três semanas ampliaram a visão sobre as dificuldades e potencialidades da região. “O curso é importante porque identifica nos municípios e estados o que é necessário para que o desenvolvimento possa ser trabalhado e venha a favorecer a comunidade local”, explica.

Lopes aponta o nível dos professores como um ponto alto. “É um curso internacional, com professores chilenos, argentinos, da Colômbia, Uruguai e do Brasil”, lembra. Os destaques ficaram para a economista Tânia Bacelar e o professor Demétrios Christofidis.
Análise de casos – A atividade proporcionou aos participantes a visita às áreas que irão receber um canal de cerca de 112 quilômetros, a ser construído entre Itatuba, saindo do Canal de Acauã, indo até Araçagi. A obra também beneficiará outras 11 cidades, entre elas Sapé, Itabaiana e Mari. As duas primeiras foram escolhidas como casos a serem estudados e o canal trará possibilidades de investimentos industriais e implantação, inclusive, de uma fábrica de biodiesel.

“Fizemos contatos com Organizações Não Governamentais (Ongs), sindicatos, bancos e prefeituras para entender as cidades e fazer o diagnóstico de potencialidades e dificuldades”, revela Lopes.

O advogado ressalta que a obra a cargo do Ministério da Integração será uma oportunidade de alavancar a economia das cidades envolvidas. Uma das propostas levantadas pelo Comitê do São Francisco estimula a união dos prefeitos desses municípios numa entidade (associação, por exemplo), para que seus pleitos ganhem força. “Eles começaram a perceber que o distanciamento, a desunião, não leva a nada”, frisa.

Ao final do curso, Tânia Barcelar reforçou a necessidade de transformá-lo numa especialização de caráter permanente. Vários contatos estão em andamento para a implementação desse objetivo, incluindo a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a própria Cepal.

Paulo Dantas, da Seplag