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Curadoria do Artesanato do Governo do Estado classifica e garante inclusão do artesão paraibano

quarta-feira, 23 de maio de 2012 - 08:06 - Fotos:  Antonio David/Secom-PB

Na área externa da Casa do Artista Popular – um espaço destinado ao artesão na Praça da Independência, em João Pessoa – funciona a Curadoria do Artesanato do Governo do Estado, com o objetivo de classificar e registrar o artesanato e o artesão, valorizar e qualificar a produção artesanal, e garantir a inclusão desses artistas no Programa de Artesanato.

A Curadoria do Artesanato foi criada pelo decreto nº. 24.840, de 6 de fevereiro de 2004, e classifica os produtos apresentados em artesanato, arte popular, artesanato indígena, artesanato com referência cultural ou habilidades manuais, dependendo da matéria-prima, tipologia e técnica apresentada e, por fim, emite a carteira de identificação mediante critérios estabelecidos.

Como afirma o presidente curador, José Nilton da Silva, “regido por um decreto, a Curadoria foi criada para atender o artesão, especialmente o artesão anônimo, traçar o perfil do artesão paraibano e agregá-lo, pois antes não havia um único órgão com esse aspecto aglutinador”, disse. Essa atenção em se definir o que é artesanato é importante em termos culturais e econômicos. O artesanato – diferente das habilidades manuais – é representativo da cultura local e, além do mais, é um produto isento de impostos.

A Curadoria do Artesanato está instalada nas dependências do Museu Casa do Artista Popular, situado na Praça da Independência, 56, Centro, em João Pessoa.

Os sete membros da Curadoria do Artesanato, representantes de vários órgãos governamentais, realizam também, dentro da sua programação cultural, oficinas, palestras, debates, consultorias para órgãos que desejam ampliar o discurso da cultura popular, com base na identidade cultural local, uma vez que são pessoas ligadas à cultura popular. A Curadoria possui também um trabalho de integração administrativa, recebendo além dos artesãos, pessoas ligadas às universidades, escolas e pesquisadores da cultura popular.

Casa do Artista Popular – O Museu Casa do Artista Popular (Praça da Independência, 56, Centro) tem a finalidade de reunir o acervo representativo do artesanato e da arte popular paraibana, promovendo a efetiva integração da atividade artesanal à atividade turística. Também contribui para a preservação das atividades artesanais que guardam traços da história, das crenças, dos costumes e das tradições socioculturais da Paraíba.

O acervo é composto de mais de mil peças, representando todo o artesanato genuíno da Paraíba, de nove tipologias: barro, madeira, fibras, fios, pedras, metais, couro, artesanato indígena e material reciclado.

Retrato da cultura – Todo artesanato tem referência regional, local ou universal e tem como características a utilidade, decoração, lúdico, religioso e profano. Os fatos do cotidiano são expressos espontaneamente pelo artesão e aceitos pela coletividade, passando a ter funcionalidade e tradicionalidade.

O artesanato é o produto que representa a identidade cultural do povo no seu habitat e é passado para a coletividade. Pode ser feito em série, desde que a expressão seja, de fato, um elemento que a população identifique e seja também de conteúdo dinâmico.

O artesanato é divulgado oralmente por gerações e não é aprendido na escola. Seu ensinamento é empírico e anônimo. O artesanato é rural e/ou urbano e pode ser auxiliado pela família no seu feitio.

Não são consideradas artesanato as habilidades aprendidas manualmente por meio de revistas, livros, programas de tevê e etc., com características universais. Souvenires, bijuterias e adornos onde 90% dos materiais são montados, onde quem produz não domina a matéria bruta também não são considerados artesanato. Bem como: sabonetes, flores de plástico, velas, biscuit, perfumes, panos, sandálias pintadas, embalagens, bordados à máquina, materiais reciclados, entre outros trabalhos manuais.