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24 de julho de 2009

CRIE atende mais de 2.400 pessoas com aplicação de vacinas



Nos últimos quatro meses, o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), que funciona no Complexo de Pediatria Arlinda Marques, atendeu 2.429 pessoas, com a aplicação de 12 tipos de vacinas e imunoglobulinas especiais, que não estão disponíveis no calendário vacinal do serviço público de saúde. A unidade, mantida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), atende usuários com imunodeficiência congênita ou adquirida, portadores de neoplasias, doenças renais, cardiopatias, neuropatias, doença pulmonar crônica, doenças hematológicas, síndromes (a exemplo da Síndrome de Down), diabetes insulino-dependentes, entre outras.

De acordo com a pediatra e coordenadora do Crie, Darcy de Lucena, nos últimos meses, o serviço atendeu uma média de 607 pessoas/mês. Segundo ela, o Crie tem a finalidade de avaliar as indicações de imunobiológicos (vacinas), aplicar as vacinas, como também avaliar e acompanhar os eventos adversos (reações) pós-vacinação, em todo o Estado. “Esses imunobiológicos só poderão ser liberados se o caso estiver contemplado na portaria do Ministério da Saúde”, informou Darcy de Lucena

Descentralização
– Segundo Walter Albuquerque, chefe do Núcleo de Imunização da SES, a secretaria solicita os imunobiológicos ao Ministério da Saúde e, de acordo com a necessidade, poderá descentralizar para as 13 gerências regionais de Saúde. “É uma forma que encontramos de atender os usuários que moram distante e, muitas vezes, não têm condições de se deslocarem até João Pessoa”, informou.

De acordo com Walter, além das vacinas, o Crie oferece imunoglobulinas, que geralmente são liberadas para as pessoas que tiveram perfurações com objetos cortantes (que não tenham sido vacinados com a AT), mordidas de cães ou outros.  O Crie também oferece imunoglobulina contra a hepatite B para bebês que nasceram de mães portadoras da doença.

O chefe do Núcleo de Imunização da SES informou que para ter acesso aos serviços do Crie, é necessário que o médico do paciente emita para a unidade um laudo, descrevendo a doença de base e o motivo da solicitação, juntamente com os exames laboratoriais e laudos comprovando a patologia.

Serviço – A unidade foi implantada em outubro de 1998, no Governo Maranhão II. O centro dispõe de um cadastro com 5.372 usuários. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 11h00 e das 13h00 às 17h00.  Aos sábados, domingos e feriados, os funcionários do Crie ficam de sobreaviso para atender aos pacientes que dão entrada nos hospitais e maternidades e que necessitem de alguns tipos de imunoglobulinas.

Beneficiada
– A funcionária pública aposentada de 66 anos, Vera Lúcia Andrade Venâncio é portadora de insuficiência renal crônica e nesta terça-feira foi atendida com a 1ª dose da hepatite A. De acordo com ela, o serviço prestado pelo Crie é de suma importância e só tem a contribuir para a saúde dos paraibanos. “A minha imunidade é deficitária, e diante disso, preciso me resguardar de várias doenças. Esta ação do governo é muito boa não só na parte de vacinas, mas garante um suporte na parte de medicamentos e serviço de hemodiálise para a população carente”, destacou.

No Crie, Vera Lúcia já tomou duas doses da hepatite B, uma dose da influenza (contra a gripe), e uma da pneumo 23 (protege contra a pneumonia). Para completar o esquema, ela terá ainda que tomar a 3ª dose da hepatite B, a 2ª dose da influenza, a 2ª da hepatite A e a 2ª da pneumo 23.

 “As vacinas oferecidas pelo Crie são um reforço para a imunidade do meu filho, pois representa inúmeros benefícios a fim de evitar as doenças”, informou o funcionário público aposentado, Rubens Lins que levou o filho de 6 anos, Rubens Lins Filho para completar o esquema da vacina DTP acelular (protege contra a difteria, tétano, coqueluche). Por conta de uma reação a 1ª dose desta vacina, a criança precisou ser atendida pelo serviço da Secretaria de Estado da Saúde com duas doses e dois reforços.

Assessoria de Imprensa da SES-PB