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CREAS atendem 1.444 vítimas de violência em apenas seis meses na PB

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 - 13:03 - Fotos: 

Os 20 Centros de Referência Especializada da Assistência Social (Creas) do Estado atenderam de janeiro a junho deste ano 1.444 pessoas vítimas de violência.Os Creas são de responsabilidade da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) e atendem mulheres, crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiências vítimas de todos os tipos de violência.

Do total de atendimentos, 1.066 casos foram crianças e adolescentes. De acordo com relatório da coordenação, 229 crianças e adolescentes sofreram violência física, 220 violência psicológica, 122 foram abusados sexualmente, 56 explorados sexualmente e 439 foram vítimas de negligência. Além desses números, foram registrados 228 atendimentos de adolescentes em medidas socioeducativas.
 
“As meninas são mais abusadas e exploradas sexualmente. Isso é  explicado porque a violência de gênero tem base em uma cultura de dominação que favorece relações de poder baseada na superioridade masculina, reafirmando o machismo e justificando a violência contra mulheres, meninas e jovens”, afirma a secretária de Desenvolvimento Humano, Giucélia Figueiredo.

O número de mulheres atendidas foi de apenas seis casos. “O número de mulheres atendidas é baixo. Isso acontece porque muitas sentem medo de procurar o serviço e também só recebemos autorização do Ministério do Desenvolvimento Social para trabalharmos com o público apenas este ano de 2009”, explica.

Já os casos de idosos atendidos chegaram a 141 registros. Desse total 30 sofreram violência física e 90 por negligência. Os tipos de casos atendidos nos Creas são por violência física, psicológica, abuso sexual, exploração sexual, negligência e medidas socioeducativas.

Os Creas são serviços de atendimento que integram o Sistema de Garantia de Direitos Humanos. As equipes trabalham, por exemplo, fazendo busca ativa nas cidades, onde neste caso o educador social vai em busca das denúncias de violência que chegam por meio dos Conselhos Tutelares e escolas.  Os casos de crianças e idosos com direitos violados são encaminhados pelos Conselhos Tutelares, Conselhos de Idosos e a própria população. “Nós prestamos serviço psicológico, educacional, advogatício e assistencial”, disse a coordenadora do Creas do Estado, Cleide Spinellis.
 
Os CREAS do Estado funcionam nas cidades de Alagoa Grande, Areia, Bananeiras, Cajazeiras, Caldas Brandão, Catolé do Rocha, Esperança, Guarabira, Ibiara, Itaporanga, Lagoa Seca, Lucena, Piancó, Prata, Salgado de São Félix, Santa Luzia, Santa Terezinha, Sapé, Sousa e Uiraúna.
CREAS municipais atenderam 1.372 casos.

A coordenação do CREAS do Estado também monitora as ações e capacita os técnicos dos 22 CREAS municipais da Paraiba. De acordo com relatório dos técnicos, 1.372 casos de vítimas de violência foram registrados e atendidos. O número de crianças e adolescentes também supera os casos de idosos, portadores de deficiência e mulheres. Desse total, 1.178 crianças e adolescentes de até 18 anos foram atendidos.

Janaina Araújo, da assessoria de imprensa da SEDH