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Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba comemora 100 anos de fundação

segunda-feira, 5 de junho de 2017 - 11:21 - Fotos:  Secom-PB

Desde a sua fundação, o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) teve o encargo de servir à população paraibana na resolução de emergências. Sendo que, naquela época, 9 de junho de 1917, a corporação foi ativada apenas com a missão de combater incêndios – devido a vários incidentes ocorridos um ano antes na capital do Estado.

Mas, com o passar dos anos e a consolidação da corporação, os serviços foram ampliados e hoje abarcam também o atendimento pré-hospitalar, a busca e salvamento (terrestre, em altura e aquática); além de atividades preventivas de fiscalização e de defesa civil.

Desde 2007, com a emancipação administrativa e financeira em relação à Polícia Militar, o CBMPB também vive um forte processo de expansão e modernização, intensificado nos últimos seis anos e meio, com o início desta gestão.  Atualmente, a corporação cumpre a missão de salvar vidas nas diversas modalidades de atendimento através de 11 unidades espalhadas pelo Estado, responsáveis por atender aos 223 municípios paraibanos.

Elas se dividem em seis Batalhões de Bombeiro Militar (BBM) nas cidades polos da Paraíba, dois Batalhões Especializados (Busca e Salvamento – BBS e Atendimentos Pré-Hospitalar – BAPH) localizados em João Pessoa; além de duas Companhias Independentes de Bombeiro Militar (CIBM) localizadas em Cabedelo e Catolé do Rocha; e uma Companhia de Bombeiro Militar (CBM) presente na cidade de Pombal.

Além de quartéis próprios, as unidades contam com viaturas novas e modernas, além de equipamentos de proteção individual para fornecer boas condições de trabalho ao bombeiro militar. Conforme o comandante geral da corporação, coronel Jair Carneiro de Barros, desde 2011, mais de R$ 40 milhões foram investidos, através do Governo do Estado, na modernização do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB).

“Esses investimentos têm um significado importante para a corporação, que é o de acompanhar a modernização dos equipamentos tecnológicos e veículos utilizados nas ocorrências. Isso qualifica o serviço prestado à população e o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba não podia ficar atrás dentro desse avanço”, destacou.

Segundo o coronel Jair Carneiro, o montante investido, ao longo da gestão, obedeceu a prioridades. Inicialmente foi atendida toda a parte de equipamentos de salvamento em altura, terrestre e aquática – incluindo embarcações, botes e motores. “Também fizemos investimentos significativos na parte de atendimento pré-hospitalar, renovando praticamente toda a frota com viaturas do tipo resgate”, citou.

Aquisições – Conforme os dados do Corpo de Bombeiros, de 2011 a 2016, só em termos de viaturas, foram adquiridos, em média, 159 veículos, dentre os quais duas auto plataformas aéreas para o combate a incêndio, quatro ônibus, 18 reboques, nove viaturas do Tipo Auto Tanque para reabastecimento de viaturas de combate a incêndio – todos antes inexistentes na corporação.

A gestão atual também adquiriu 48 motos-resgate, oito carros tipo Troller para coordenadores que acompanham as operações, 24 ambulâncias, entre outras. Na parte de interiorização, foram inauguradas duas companhias independentes (em Pombal e Catolé do Rocha); além de estar em andamento o processo de instalação de novas unidades em Itaporanga, no Sertão do Estado, e em Mamanguape, na Zona da Mata paraibana.

História - A nova Seção de Bombeiros, retirada da Força Pública (atual Polícia Militar da Paraíba), foi criada ainda sem uma estrutura adequada para o trabalho.  O  aquartelamento do efetivo ficou provisoriamente dentro do próprio quartel da Força Pública e 30 militares foram retirados da PM para ingressar em uma formação para compor o novo efetivo de bombeiros.

Segundo o coronel reformado e historiador do CBMPB, Walber Rufino, “os equipamentos foram sendo adquiridos aos poucos junto ao Governo Federal, sendo a ‘bomba a vapor’ o primeiro veículo operacional a chegar, ainda em 1917. O carro era de fabricação inglesa e servia para auxiliar nas operações de combate a incêndio”.

Em virtude do alto custo, o portfólio dos bombeiros levou anos para ser construído. Em 1936, após ser extinta e recriada, agora como Corpo, a corporação contou com a aquisição dos primeiros três veículos mais modernos de combate a incêndio. Nessa altura, o Corpo de Bombeiros possuía sede própria – agora instalada na Rua Diogo Velho, no Centro da Capital.

Outro marco foi em 1974, quando o governo estadual da época adquiriu uma auto escada hidráulica, com capacidade para 30 metros de altura, já prevendo e também acompanhando a verticalização da cidade.

Mas o ápice de crescimento da corporação aconteceu nos últimos dez anos, após a emancipação em relação à Polícia Militar, efetivada em 2007.Foram adquiridos, como mencionados, diversas novas viaturas, inclusive duas auto plataformas aéreas, que combatem incêndio em grande edifícios.