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8 de junho de 2016

Coral da Penitenciária Sílvio Porto participa do Seminário de Educação nas Prisões  



O trabalho de ressocialização é importante para a valorização do ser humano que está privado de liberdade em qualquer unidade prisional do país. Na Paraíba, as tentativas de reintegrar os reclusos do Sistema Penitenciário à sociedade civil organizada, com o intuito de minimizar as dificuldades e percalços do cumprimento das penas, têm mostrado resultados significativos em algumas unidades penais do Estado paraibano.

Um desses exemplos é o Coral da Penitenciária Sílvio Porto, formado por 25 reeducandos que cumprem pena no presídio. Eles se apresentaram na manhã desta quarta-feira (8), na abertura do Seminário de Educação nas Prisões, no auditório do CCHLA – UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Trata-se de um trabalho realizado há dois anos pela direção e que tem dado resultados significativos.

“É notório que este grupo que participa deste trabalho semanalmente lá no presídio teve uma melhora acentuada na questão da disciplina, do comportamento e até mesmo todos eles abriram a mente para o estudo; pois todos os integrantes desse coral também estudam e tiveram um rendimento escolar melhorado, além do disciplinar. Outro fator importante é que a família desses reeducandos acompanha de perto seus parentes por meio dos eventos internos dentro do Sílvio Porto”, ressaltou o diretor Josinaldo Lima.

De acordo com o regente do coral, Daniel Alves, apesar de trabalhar com os presos há pouco mais de dois meses, o empenho dos coralistas tem mudado a forma dele pensar a música. “Esse trabalho tem sido especial e vale ressaltar que eles são um coral comum como outro qualquer, pois se comportam de forma exemplar. Nós ensinamos a eles a técnica e teoria musical, porém o objetivo é a ressocialização e trazer a música para agregar valores. A música tem o poder de mudar o comportamento, que é o que tem ocorrido nesse trabalho aqui”, enfatizou.

Um dos integrantes do coral Sílvio Porto disse que para ele é bastante gratificante a oportunidade de fazer parte desse projeto. “Para mim esse trabalho não tem preço, porque, além de cumprir a nossa pena, nós temos a chance de mostrar o nosso valor como músicos e cantores que somos, buscando novos horizontes para nossas vidas participando desse projeto”, falou o reeducando Olinaldo Marques.