João Pessoa
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Cooperativa de artesanato amplia produção em 40% com apoio do Empreender PB

sábado, 10 de dezembro de 2011 - 16:45 - Fotos: 

O programa governamental Empreender Paraíba está financiando projetos da Arteza – Artefatos em Couro e Curtume, cooperativa de artesãos do Distrito de Ribeira, município de Cabaceiras, no Cariri paraibano. O valor do convênio é de R$ 240 mil. O dinheiro vai ser usado na ampliação do curtume da cooperativa, que passará a executar todas as etapas de curtimento do couro até o produto final, aperfeiçoando o acabamento das peças. Por enquanto o acabamento é feito no Curtume Albano Franco, via Senai, em Campina Grande.

A produção vai ser ampliada em cerca de 40%, revela o presidente da Arteza – Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro de Cabaceiras, José Carlos Castro. Criada em julho de 1998, a Arteza aumentou o número de sócios de 28 para 72 e hoje envolve 54 famílias. O faturamento mensal atualmente é da ordem de R$ 200 mil. O empreendimento gera renda para mais de 300 pessoas, direta e indiretamente, uma média de R$ 700 reais por artesão.

Os artesãos produzem bolsas, calçados, tapetes, cortinas, chapéus, cintos, bonés e bijuterias a partir do curtimento ao vegetal, utilizando pele de caprinos, ovinos e bovinos, peles no cabelo e atanados. No começo a produção mensal era de 500 peles de caprinos e ovinos e em torno de 5 mil quilos de couro bovino. Atualmente a produção é de 8 mil peles de caprinos e ovinos e 25 mil quilos de couro bovino. 

A cooperativa surgiu com o propósito de não deixar acabar a tradição em Cabaceira de se trabalhar com o curtume e o artesanato de couro. A ideia teve resultados e os jovens passaram a dar continuidade ao trabalho dos pais neste setor.Além de financiamentos, as parcerias, que incluem Governo do Estado, (Cinep, Projeto Cooperar e Empreender-PB), Sebrae, UFPB, Banco do Nordeste, Prefeitura de Cabaceiras, dentre outros, capacitam os artesãos que estão atualizando seus conhecimentos, aprendendo novas técnicas de trabalhar com o couro.

José Carlos Castro comemora que hoje a clientela é garantida em todos os estados do Nordeste, parte do Sudeste e na capital Brasília. As vendas são em grande volume para os mercados de artesanato em João Pessoa, Natal, Maceió, Salvador, Aracaju, e a meta é conquistar o mercado também em Campina Grande. A Arteza está desenvolvendo um site para ampliar a divulgação de seus produtos e facilitar os contatos, os negócios. Depois da prefeitura local, a Arteza é o maior empregador em Cabaceiras.

“Na comunidade Ribeira a economia cresceu 1.000%,” garante José Carlos Castro. Jovens de cidades vizinhas são atraídos pelos negócios da Arteza. A cooperativa não usa produtos químicos no curtimento do couro, um diferencial que não agride o meio ambiente. No verão, os turistas europeus que visitam o Lajedo de Pai Mateus, distante 28 quilômetros de Cabaceiras, compram os produtos da Arteza em visita à cidade cinematográfica, conhecida como a Roliúde Nordestina.