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Cooperar reúne lideranças do MST em workshop para apresentar Projeto PB Rural Sustentável

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016 - 10:38 - Fotos: 

Lideranças e prestadores de assistência técnica de áreas de assentamentos estaduais e federais da Paraíba, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), puderam conhecer, nessa segunda-feira (15), os principais tipos de subprojetos que serão financiados pelo PB Rural Sustentável a ser operacionalizado a partir do início do segundo semestre deste ano pelo Governo do Estado, por meio do Projeto Cooperar e Banco Mundial, no valor de US$ 80 milhões nos próximos seis anos.

O evento, segundo desse tipo realizado este ano pelo Cooperar, teve como objetivo apresentar o projeto PB Rural Sustentável com destaque nos principais conceitos das Alianças Produtivas e suas vantagens aos trabalhadores rurais ligados ao MST.

A programação contou com a apresentação de um vídeo motivacional sobre a importância da ajuda ao próximo e ainda do Componente 1 – Fortalecimento Institucional, Componente 2 – Acesso à Água e Redução à Vulnerabilidade Agroclimática, Alianças Produtivas que farão parte do Componente 3, como também houve interação através de debates com o público presente.

Em sua fala de abertura do workshop, o secretário executivo do Cooperar, Roberto Vital, falou da importância de se articular e promover esses eventos com os movimentos sociais que tenham interface de atuação com a instituição para a construção de informações que venham garantir a legitimidade na participação desse segmento com capacidade crítica de diálogo na execução desse novo projeto. “Nas próximas semanas deveremos realizar mais 11 encontros com essa finalidade, que terão a participação de outras instituições e entidades parceiras”, anunciou.

O PB Rural Sustentável estima beneficiar cerca de 144.463 pessoas, mediante a execução de 170 planos de investimentos integrantes das alianças produtivas; 100 subprojetos de sistemas de abastecimento d’água completos; 198 subprojetos de sistemas de abastecimento d’água singelos, 72 sistemas de dessalinização com aproveitamento do rejeito; 493 subprojetos com 14 tecnologias adaptadas às condições do semiárido para redução de vulnerabilidade agroclimática, entre outros.

Para isso, serão financiados dois tipos de componentes voltados para o público alvo: o 2, denominado de Acesso à Água e Redução da Vulnerabilidade Agroclimática, com o objetivo de promover o acesso à água potável e introduzir tecnologias e práticas agropecuárias melhoradas, adaptadas às condições climáticas da região semiárida,  e o 3, chamado de Alianças Produtivas, cujo objetivo é melhorar a renda e gerar empregos, através do apoio aos pequenos produtores, participantes de organizações de produtores, na formação de alianças produtivas com os compradores públicos e privados.

O PB Rural Sustentável ainda vai financiar o componente 1, denominado de Fortalecimento Institucional, que objetiva aumentar a capacidade das instituições participantes de maior relevância para o projeto (associações comunitárias, conselhos municipais e organizações de produtores), a fim de melhor executar as atividades do ciclo de implementação, desde a identificação inicial até a operação e manutenção dos investimentos, e por último, o projeto contempla o componente 4, que é Gestão, Monitoramento e Avaliação.

No componente 4 será apoiada a Unidade de Gerenciamento do Projeto – UGP, sediada no Cooperar para implementar de forma eficiente e eficaz o PB Rural Sustentável.

Ao final do evento, as lideranças presentes se comprometeram em fazer um nivelamento nas suas bases de atuação para que as famílias assentadas conheçam as novas regras do PB Rural Sustentável. Elas irão apresentar as suas demandas aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável. Após a deliberação e aprovação das demandas pelos CMDRS’s, firmarão o compromisso de apresentar os projetos pleiteados ao Cooperar.

O secretário executivo do Cooperar adiantou que após a assinatura do acordo de empréstimo com o Banco Mundial, previsto para o final de maio deste ano, a instituição vai começar a contratação das empresas para a elaboração dos projetos que serão demandados pelos beneficiários.