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Cooperar incentiva recuperação de projeto piscícola em Itatuba

domingo, 3 de novembro de 2013 - 10:53 - Fotos: 

O gestor do Projeto Cooperar, Roberto Vital, fez uma visita técnica, na sexta-feira (1º), ao projeto de piscicultura na zona rural de Itatuba, apoiado pelo Governo do Estado através do órgão. Implantado na comunidade Melancia, a criação de tilápias em tanques-rede é um exemplo de produtividade no campo. Doze famílias de piscicultores estão produzindo em média sete toneladas de pescado/mês e com a venda garantida para um programa governamental no município, com faturamento mensal de R$ 38,5 mil.

Os piscicultores iniciaram a atividade em 2007 com um grupo de 21 pessoas e, para chegar aos resultados, contraíram empréstimos junto aos bancos oficiais. Por conta da situação financeira precária, apenas nove permaneceram na atividade.

Assim como os demais projetos implantados pelo Cooperar, o grupo teve que se organizar e batizou o agrupamento rural de Associação dos Piscicultores de Acauã, que é o primeiro passo para conseguir o financiamento custeado pelo Banco Mundial no valor de R$ 92,7 mil. Com esse dinheiro, foi possível comprar ração, canoas, plataforma de suporte à atividade, alevinos e reformar 168 tanques-rede e a sede da associação, que ganhou um banheiro, cozinha e utensílios para o novo cômodo.

Para administrar melhor os negócios, o Cooperar ainda ofereceu a Oficina do Método Itog (Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão).

Segundo o presidente da associação, Luís Pedro de Andrade, o Cooperar foi a salvação, pois eles estavam desacreditados com qualquer apoio que pudesse vir. “A gente tava lá embaixo, e o Cooperar nos deu uma levantada”, destacou. Ele lembrou que, antes do Cooperar, a renda mensal de cada piscicultor chegava a R$ 200,00 de forma incerta. Atualmente, cada um tem um faturamento de até R$ 580,00 por mês.

Quem atesta também o êxito do projeto é a piscicultora Mauricélia Ferreira das Chagas, que hoje se subdivide com as tarefas de dona de casa e de vendedora de cosméticos. Ela se dedica à criação de tilápias cinco horas/dia em três dias da semana e, às margens da barragem, é responsável, junto com outras companheiras, pela alimentação e seleção dos peixes.

Mauricélia, que é casada e mãe de um filho, lembrou que antes da atividade piscícola dependia totalmente da renda do benefício dos pais, que são agricultores aposentados. Com a criação de peixes fomentada pelo Cooperar, conseguiu comprar sua casa e os móveis, além de uma moto. O marido dela, que também não tinha renda, hoje trabalha nas obras de construção do canal da barragem de Acauã e os dois chegam a ter um rendimento mensal de quase R$ 1,2 mil. “Se o Cooperar não tivesse chegado, não existiríamos mais aqui. Hoje valeu a pena acreditar neste projeto do governo”, destacou.

Outro projeto visitado, em fase de construção, é um galpão de processamento de resíduos sólidos que vai ser entregue até o final do ano e proporcionará a inclusão social de 41 famílias catadoras de lixo no município de Itabaiana.

Para a obra de 240 m², o Governo do Estado, através do Cooperar e em parceria com o Banco Mundial, vai investir R$ 382 mil. O projeto da Cooperativa de Catadores de Resíduos Sólidos Recicláveis de Itabaiana (Itamare) contou também com a parceria da prefeitura municipal que fez a doação do terreno numa área de 1,5 hectares. “Um exemplo de parceria entre governos para a melhoria da qualidade de vida da população”, lembrou Roberto Vital.