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Cooperar debate uso de algodão e mandioca na geração de biocombustível

sexta-feira, 14 de setembro de 2012 - 12:13 - Fotos:  Vanivaldo Ferreira/Secom-PB

A produção de biocombustível ganha, cada vez mais, novas alternativas e produtos diferenciados são apontados como fonte de pesquisa. Desta vez, o debate gira em torno da mandioca e algodão, produtos característicos do povo nordestino. Além de combustível, a produção pode ser transformada em ração animal, de acordo com estudo do professor de engenharia mecânica da UFPB, Carlos Santos. Ele foi um dos participantes de mais uma rodada do ciclo de palestras sobre sustentabilidade no campo, na sede do Projeto Cooperar, na quinta-feira (13).

O professor ressalta que a mandioca pode ser transformada em álcool e, assim, ser alternativa para a produção de combustível. “A mandioca tem amido e depois de um processo de sacarificação vira açúcar, com a fermentação gera álcool, algo fácil de ser produzido”, explicou. “Nós defendemos a construção de micro-usinas, que possam produzir o combustível em menor escala e se configurem como alternativa para o homem do campo”, disse o professor.

Segundo Carlos Santos, o algodão também pode gerar combustível. O processo é diferente do proposto para a mandioca. “O algodão pode ser transformado em torta, que produz óleo e material necessário para a criação do combustível”, explicou. “A produção também pode ser aproveitada como ração. Muitos não sabem, mas algodão e mandioca geram uma ração balanceada para os animais, já que um complementa o outro, principalmente em relação aos sais minerais”.

Caso fossem aproveitados como matéria-prima para produção de ração e combustível, algodão e mandioca poderiam registrar um aumento de plantio. Assim, o homem do campo teria renda extra. “Esse é o nosso objetivo: proporcionar ao trabalhador rural alternativas que ajudem a fortalecer a renda familiar, para isso acreditamos em parcerias com o poder público e principalmente com os empresários”, disse o professor.

Sustentabilidade – Além do debate sobre energias renováveis aplicadas à agricultura familiar, o ciclo de palestras do Projeto Cooperar destacou os modelos de geração de renda para a agricultura, fundamentados em inovação tecnológica, produtos de alto valor agregado e nichos especiais de mercado.

“Aos poucos, acreditamos que o trabalhador rural muda o pensamento sobre as atividades do campo, de forma que o equilíbrio e a sustentabilidade façam parte da rotina”, declarou o gestor do Cooperar, Roberto Vital. “Precisamos trabalhar a zona rural com foco no futuro, por isso esse tipo de debate é fundamental”, finaliza.