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2 de maio de 2013

Convênio garante capacitação e emprego para reeducandas da penitenciária feminina



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), firmou um convênio com a empresa Ágape Confecções. A parceria vai possibilitar a fabricação de uniformes para empresas de construção civil da Paraíba. A mão de obra é formada pelas reeducandas da Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, na Capital.

De acordo com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, ações como essa estimulam a ressocialização. “A nossa proposta é estender esse tipo de trabalho para todo o sistema prisional. Estamos trabalhando para humanizar esse sistema e peço que todos reflitam porque estamos lutando para fazer um sistema melhor”, disse.

A diretora da Penitenciária Maria Júlia Maranhão destacou que a ação gera novas perspectivas e traz esperança de um futuro melhor. “A maioria das reeducandas chega aqui perdida, sem horizontes. E esse trabalho enche cada uma delas de ânimo”, observou.

Uma das sócias da Empresa Ágape Confecções, Carla de Aquino, explicou que a carga horária é de segunda a sexta, das 8h às 18h, com intervalo para almoço. A reeducandas recebem remuneração com registro em carteira, além da redução da pena, o recolhimento do INSS e fundo de garantia para quando deixarem o presídio depositado em conta poupança.

“A Ágape tem uma visão ressocializadora porque hoje nós aproveitamos essas meninas para trabalharem conosco. Aqui na Penitenciária nós costuramos, fazemos os arremates finais das peças e embalamos as roupas. Atuamos na área de construção civil. As reeducandas chegam aqui sem experiência e nós damos o treinamento básico e depois, com o aperfeiçoamento delas, misturamos o processo de fabricação e elas se revezam em várias funções. Fabricamos camisas, calças e pijamas, entre outras peças e o treinamento é feito em até 60 dias”, explicou Carla de Aquino.

A reeducanda Joseane de Souza, 23 anos, participa junto com mais 13 mulheres da confecção de roupas na unidade prisional e disse que aproveita a oportunidade. “Esse emprego é muito importante para mim porque com esse trabalho eu ajudo a minha família e ajudo a mim mesma. Quando estamos costurando esquecemos a prisão. Esse trabalho é muito importante não só para mim, mas para as demais, porque costuramos das 8h às 18h e só retornamos para a cela à noite. E nesse projeto que participamos aqui também podemos ser aproveitadas na mesma empresa”, conta Joseane.