João Pessoa
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Controle da esquistossomose e calazar é tema de reunião realizada pela SES

quarta-feira, 26 de maio de 2010 - 18:46 - Fotos: 
A esquistossomose foi o assunto da reunião promovida pela Secretaria de Saúde do Estado (SES) nesta quarta-feira (26), em João Pessoa. O encontro também avaliou o comportamento da leishmaniose visceral (calazar). Em 2008, 3.799 pessoas foram diagnosticadas com esquistossomose nos 71 municípios que fazem parte da área endêmica para a doença. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), repassados pela SES, foram 11 mortes no mesmo ano. O evento desta quarta-feira reuniu médicos, enfermeiros e coordenadores da atenção básica dos 71 municípios paraibanos que fazem parte da área endêmica para as duas doenças.

O médico sanitarista da SES, Antônio Bernardo Filho, que durante a reunião falou sobre a infecção e a doença, disse que a enfermidade é antiga e remonta à época antes de Cristo. “A esquistomosse está sob controle no nosso Estado, apesar de termos uma área endêmica, principalmente, nas regiões do Litoral e no Agreste, onde é grande o número de bacias hidrográficas”, garantiu. Ele disse que a enfermidade atinge, em sua maioria, a população de baixa renda que vive em precárias condições de vida, sem acesso ao saneamento de básico.

Antônio Bernardo afirmou que o Estado e os municípios desenvolvem ações para diagnóstico e tratamento de casos positivos. “Mas para melhorarmos ainda mais este trabalho, precisamos de ações mais intensas que envolvam outros setores, além da saúde, como infra-estrutura, educação e meio ambiente” ressaltou o médico. Como primeira medida de profilaxia, ele afirmou que tem que ser feito o diagnóstico, o tratamento dos casos da doença e a realização de ações de educação e saúde, com a participação de vários setores para conscientizar a população sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a enfermidade.  

A chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, Suely Cavalcante Antas, disse que com essa capacitação  a SES espera um maior empenho dos profissionais de atenção básica no diagnóstico precoce e tratamento da doença. Ela afirmou que a esquistossomose entrou no Brasil pelos negros, nos portos do Recife (PE) e Salvador (BA) e pelo Estado de Minais Gerais, na época do ciclo do ouro.  Ela lembrou que na Paraíba as ações para controle e prevenção da doença começaram em 1977, pela antiga Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam). Ela disse que a enfermidade está presente hoje em 19 Estados brasileiros.

Leishmaniose – Este ano, já foram registrados nove casos de leishmaniose visceral, que hoje está presente em 47 municípios paraibanos. Em 2008, foram 20 casos e, de 2007 até agora, foram 104 casos.  Quatro municípios paraibanos (Cajazeiras, Catolé do Rocha, Conde e João Pessoa) são considerados com transmissão intensa, enquanto que em dois (Campina Grande e Santa Rita) a transmissão é moderada.  A coordenadora do Núcleo de Entomologia e Pesquisa da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Laura Ney, afirmou que de 2005 a 2009 o calazar não esteve presente em 141 municípios paraibanos.  

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB