João Pessoa
Feed de Notícias

Conselho Gestor do Fain visita parque industrial da Matesa, em João Pessoa

segunda-feira, 17 de maio de 2010 - 11:07 - Fotos: 
Os membros do Conselho Gestor do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain) fizeram na quinta-feira (13), visita à sede da empresa Matesa – Indústria Têxtil de Confecção de Malhas, instalada no Distrito Industrial de João Pessoa. O grupo nordestino Cavalcanti e Gonçalves atua há 30 anos no segmento de moda e confecção, através das lojas ‘Emanuelle’ e, há 4 anos, na área financeira mediante o ‘J. Bank’.

Para o secretário de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETDE) e presidente do Fain, Diego Tavares, a Matesa é uma das grandes empresas instaladas na Paraíba, “onde a parte têxtil se instalou há aproximadamente 5 anos. E nós, como poder público e em nome do governador José Maranhão, estamos apoiando em forma de incentivo para que esses empreendimentos venham se instalar no Estado. A Matesa é uma empresa consolidada que gera emprego e renda. São aproximadamente 300 empregos no Estado em processo de expansão”, afirmou.

Potencialidade – Ele disse, ainda, que na condição de secretário de Estado foi conhecer a pontencialidade da indústria. “Esse é um processo que se inicia, que denomino de agenda positiva onde podemos estar presentes ao lado do empresariado e dos funcionários, para cada vez mais aprender e deixar a Paraíba alcançar um desenvolvimento pleno. Há aproximadamente 15 dias atrás, aprovamos incentivos fiscais e viemos participar desse sucesso, abrindo espaço para se que gere mais emprego e mais renda”, observou o titular da SETDE.

Já o secretário Nailton Ramalho, da Receita, e membro do conselho do Fain, disse que é um momento muito importante para o Governo do Estado conhecer todo o processo de fabricação. “E quando da análise do pleito da empresa fica bem mais fácil votarmos conhecendo efetivamente o processo industrial”.
 
Avaliações – Para o secretário executivo do Planejamento e Gestão, Manoel Macêdo, também membro do conselho do Fain, a visita ao complexo industrial Matesa Textil e Matesa Fios “serviu para constatarmos o desenvolvimento dessa indústria e conhecer todo o processo de fabricação de malhas no Estado da Paraíba”.

O presidente do Centro das Indústrias do Estado da Paraíba, João da Mata, disse que a visita serviu “exatamente para conhecer um empreendimento novo de alta tecnologia que traz para o Estado da Paraíba, realmente condições extraordinárias na produção de fios, e que sem nenhuma dúvida, isso dá um otimismo a todo empresário paraibano.

Portanto, estamos felizes de ver que a Paraíba tem condições de fazer um empreendimento desse nível, através de um empresário forte e seguro como é o grupo que aqui está atualmente”, ressaltou. Também estavam presentes a visita representantes do Banco do Nordeste do Brasil e da iniciativa privada, além de dirigentes da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep).

Recentemente, o Governo do Estado resolveu investir R$ 1,5 milhão para o asfaltamento do Distrito Industrial de João Pessoa. A verba é oriunda do empréstimo que será concedido pelo BNDES.
A Matesa – Em 1998, acreditando mais uma vez no potencial da empresa, o grupo decidiu investir na área industrial e inaugurou a Matesa Textil, em João Pessoa, na Paraíba. Hoje, conta com clientes em todo o Brasil, além de exportar para os países do Mercosul.

Desde o começo de sua atuação até hoje, a diretoria garante que a Matesa não pára de investir em tecnologia, buscando trazer novas técnicas e ferramentas à capacitação da região para produzir uma malha tipo exportação. Os teares eletrônicos e semi-eletrônicos tecem malhas de qualidade insuperável, sejam elas puro algodão com elastano, sintético ou sintético com elastano. São malhas que antes do tingimento, têm garantidos o padrão de qualidade constante dos produtos.

Com uma indústria totalmente informatizada e automatizada, a Matesa trabalha garantindo agilidade e confiabilidade em todo o processo. Através de um sitema que se utiliza de código de barras, é possível acompanhar cada etapa da produção e, no final, detectar com precisão qualquer ponto onde seja necessário revisar e evoluir.

Números – O diretor-presidente da Matesa, Francisco Gonçalves, disse que originalmente o grupo veio do comércio de confecções através das lojas ‘Emanuelle’. “Somos paraibanos de Campina Grande e morávamos há 25 anos fora. Em 1998, nós implantamos a Matesa Têxtil no Distrito Industrial de João Pessoa. Hoje, fabricamos uma faixa de 350 toneladas de malhas de puro algodão. Há 2 anos atrás, decidimos inaugurar uma nova unidade dentro do complexo industrial que foi a Mafios Têxtil – Monte Alegre Têxtil S/A”.

Ele disse que essa unidade faz o fio que é consumido por outras empresas do Brasil. “Hoje, ela produz a matéria-prima da Matesa Têxtil. Nós contamos com o inentivo do Fain, administrado pela Companhia de Desenvolvimento do Estado da Paraíba  (Cinep). Nesta quinta-feira (13), recebemos a visita do Conselho Gestor do Fain e ficamos felizes pelo reconhecimento do Governo do Estado em visitar as empressas incentivadas por ele próprio”, agumentou.

A Matesa Têxtil (produz malha) e a Mafios Têxtil (fabricação de fios) são empressas modernas com equipamentos importados da Alemanha e da Suíça. “Somente na Matesa Têxtil temos aproximadamente 180 empregos diretos e funcionando nos três turnos, durante todo o ano. Na Mafios Têxtil temos 100 operários trabalhando também os 12 meses do ano. Agora em 2010, estamos implantado a terceira etapa da Mafios, onde vamos passar a produzir 400 toneladas de fios/mês”, garantiu.

Em 2012, a empresa completará a terceira etapa, com a produção de mais 200 toneladas de malhas. “Ao todo serão 600 toneladas de malhas de fios penteados com mais ou menos 400 toneladas de malhas, tendo um excedente de apenas 200 toneladas somente para vender ao mercado externo ou nacional”, afirmou Gonçalves.

                                 
Paulo Dantas, da Assessoria de Imprensa da Seplag