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Conferência Estadual de Economia Solidária elege delegados para etapa nacional

sexta-feira, 23 de maio de 2014 - 17:47 - Fotos:  Luciana Bessa

Mais de 150 representantes de associações de catadores de resíduos sólidos, de rendeiras, de artesãos, entre outros grupos de arranjos produtivos participaram nesta quinta e sexta (22 e 23) da 3º Conferência Estadual de Economia Solidária. O evento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh) e o Fórum Estadual de Economia Solidária da Paraíba, foi realizado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Centro de João Pessoa.

A executiva da Sedh, Ana Paula Almeida, que acompanhou todo evento, falou sobre as quatro conferências territoriais que foram realizadas na Paraíba. Ela ressaltou que na Conferência Estadual foram eleitos 44 delegados de todas as regiões da Paraíba que representarão o Estado na etapa Nacional que será realizada em Brasília, no mês de novembro.

Dialogamos durante os últimos meses com as associações sobre a necessidade de cada região e estamos elaborando o Plano Estadual de Economia Solidária, para que a gente possa avançar ainda mais nas políticas públicas de governo com o fortalecimento das entidades e associações que já existem no Estado. Na Paraíba, são cerca de 800 grupos organizados em todo o Estado”, frisou.

Na abertura da Conferência, houve apresentação cultural com Oliveira de Panelas. Os artesãos também tiveram a oportunidade de expor o material que produzem, assim como os pequenos produtores de doces e cocadas também levaram material para exposição.

Avanços – A executiva da Sedh, Ana Paula, destacou que o Governo do Estado tem investido no setor de Economia Solidária tanto por meio do Projeto Cooperar, como pela Emater, além do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), entre outros.

No Desenvolvimento Humano tem o projeto de “Promoção de Ações Integradas de Economia Solidária para o Desenvolvimento Local e Territorial Visando a Superação da Extrema Pobreza no Estado da Paraíba”, que já está em execução. Estão sendo investidos mais de R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões do Governo Federal com a contrapartida de R$ 1,2 milhão do Governo do Estado para beneficiar mais de 14 mil famílias, direta e indiretamente.

Este projeto tem como objetivo apoiar as iniciativas econômicas solidárias e das redes de cooperação solidárias, ampliar as finanças solidárias, os circuitos e espaços de comercializações. A iniciativa irá promover ainda ações de comercialização solidárias e fortalecer a institucionalidade das políticas públicas de apoio e fomento ao trabalho associado, coletivo e autogestionário, visando a promoção de iniciativas de desenvolvimento sustentável e solidário com inclusão social.

Será inaugurado ainda neste ano um Centro Público de Economia Solidária; uma Central de Comercialização de Produtos, além de três Casas da Economia Solidária.

Para Maria Claudete, que é integrante do Fórum de Economia Solidária, um dos pontos mais importantes da Conferência é a concretização do Plano de Economia Solidária. Ela também destacou a necessidade do projeto de ações integradas: “Estamos há algum tempo tentando construir este Plano de Economia Solidária e agora estaremos concluindo, em um contexto em que ficará definido como nos relacionaremos com os governos. Faço bolsas de sisal com a arte de macramé com a matéria prima que recebemos do Governo do Estado. Hoje, o nosso maior sonho é a entrega deste Centro Público para os empreendimentos e a comercialização dos produtos”, frisou.

Outro projeto coordenado pela Sedh é o de “Fortalecimento das Ações Integradas de Economia Solidária em Construção na Paraíba”, que está para ser executado e vai contemplar catadores de Resíduos Sólidos no Sertão do Estado, cujo investimento é de mais de R$ 4 milhões, em uma parceria entre o Governo Federal e Governo do Estado.

A presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável da comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Campina Grande, Dalvanira de Melo Silva, que está participando do evento, disse que depois que o grupo se organizou tudo melhorou. “Hoje nós somos organizados, temos CNPJ, alvará, licença ambiental e um galpão alugado. Somos cadastrados e não precisamos mais ficar abrindo sacola e catando lixo. Passamos nas casas e as pessoas já entregam o material separado”, afirmou.