João Pessoa
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Conferência Estadual da Criança e do Adolescente elege delegados e define propostas

quarta-feira, 18 de abril de 2012 - 17:35 - Fotos: 

foto: Severino Pereira/Secom-PB

Escola em tempo integral, inclusão na grade curricular sobre os direitos humanos de crianças e adolescentes, reimplantação dos grêmios estudantis na rede pública e privada de ensino e implantação nas Câmaras Municipais do Parlamento Infanto-Juvenil. Estas foram algumas das deliberações definidas durante os três dias da 8ª Conferência Estadual da Criança e do Adolescente, realizada no Espaço Cultural, com o objetivo discutir o Plano Decenal dos direitos da criança e do adolescente.

Foram escolhidos 94 delegados da Paraíba. Desses, 32 são adolescentes que participarão da Conferência Nacional, marcada para julho em Brasília. A presença do público adolescente foi um marco no evento. “O adolescente precisa ter vez e voz. Uma das propostas interessantes foi a inclusão social de toda a sociedade, para dar um basta a todo tipo de preconceito”, disse o estudante Roberto Soares Farias, do município do Congo, no Cariri paraibano.

O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh) e Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedca-PB), contou com cerca de mil pessoas, entre representantes do Governo do Estado, Governo Federal, municípios e sociedade civil organizada.  A Conferência teve como tema central “Mobilizar, implementar e monitorar as políticas públicas de direitos humanos de crianças e adolescentes”.

Exemplo positivo – A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente do Ministério Público, Soraya Escorel, participou do evento como convidada e destacou a importância dos adolescentes na Conferência serem escolhidos como delegados, assim como promotores e outros profissionais de uma forma geral.

 

A promotora também frisou que a luta pelo fortalecimento da rede de proteção da criança e do adolescente é fundamental. “Temos o caso dos irmãos trigêmeos que viviam nas ruas da orla de João Pessoa e eram dependentes químicos, mas foram resgatados e hoje estão recuperados, graças ao papel de uma rede de proteção que envolve todos os segmentos. Então, está provado que vale a pena lutar pelos direitos das crianças e adolescentes”, frisou.