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Conclusão da primeira etapa da Translitorânea garante mais água para Grande João Pessoa

segunda-feira, 21 de outubro de 2013 - 18:55 - Fotos: 

As interrupções temporárias no abastecimento de água em alguns bairros de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux estão com os dias contados para acabar. Foi o que garantiu, nesta segunda-feira (21), o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, durante visita feita por representantes do Conselho Estadual de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos às obras da Translitorânea.

Deusdete revelou que, no primeiro semestre do próximo ano, a construtora contratada pelo Governo do Estado, por meio da Cagepa, estará concluindo os serviços da primeira etapa da Translitorânea, obra que, segundo ele, garantirá a segurança hídrica da Região Metropolitana de João Pessoas pelos próximos 25 anos.

“Com a conclusão desta primeira etapa, teremos condições de disponibilizar mais 600 litros de água por segundo. Isso será possível graças a uma nova adutora que está praticamente pronta e a uma nova estação de tratamento de água que está em fase de conclusão”, descreveu Deusdete, acrescentando que estão sendo investidos mais de R$ 160 milhões na primeira etapa da Translitorânea.

O presidente da Cagepa destacou que, inicialmente, a Translitorânea foi projetada para reforçar o abastecimento de água das cidades de João Pessoa, Bayeux e Cabedelo, além do distrito de Várzea Nova, em Santa Rita. “Porém, por determinação do governador Ricardo Coutinho, acabamos incluindo no projeto os municípios de Conde, Alhandra e Caaporã, que serão contemplados com a conclusão da segunda etapa da obra, que já está em andamento”, enfatizou.

Ele lembrou que as obras da Translitorânea foram iniciadas em 2007, com previsão de conclusão em 2010. “Em 2010, os serviços foram paralisados e só retomados em 2011, após uma intensa articulação do governador Ricardo Coutinho em Brasília. Caso as obras não tivessem tido descontinuidade no governo passado, nós já estaríamos com nossa segurança hídrica assegurada”, observou.

Visão de futuro – O presidente do Conselho Estadual de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos, José Otávio Maia, destacou que a Translitorânea representa um avanço significativo na área de abastecimento de água da Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo ele, a obra representa uma visão de futuro do Governo do Estado, que demonstra uma preocupação com o bem estar de uma grande parcela da população paraibana.

“Nossa vinda à Translitorânea modificou completamente nossa visão sobre o andamento da obra. Tivemos a oportunidade de conhecer melhor os detalhes da obra, além de conferir in loco o esforço hercúleo da atual direção da Cagepa em reestruturar a empresa”, destacou José Otávio Maia, que também acumula a função de presidente da Agência de Regulação do Estado da Paraíba.

Medidas – Deusdete Queiroga revelou que a Cagepa vem adotando algumas medidas que visam evitar as interrupções temporárias no abastecimento d’água em algumas áreas da Grande João Pessoa. “Nos últimos dias, reativamos alguns poços e aumentamos para quase 1.900 litros de água por segundo a capacidade de produção da estação de tratamento de Gramame, que é responsável por 70% da água distribuída em João Pessoa e 100% do município de Cabedelo. Essas medidas já têm surtido efeito, o que nos leva a crer que não será necessária a implantação de um rodízio, como havíamos ventilado na semana passada”, disse.

O presidente explicou que as interrupções temporárias na Grande João Pessoa são ocasionadas pelo aumento da demanda. “De janeiro de 2011 para cá, foram feitas pela Cagepa, só em João Pessoa, Bayeux, Cabedelo e Santa Rita, 40 mil novas ligações de água, o que representa o mesmo número de ligações de uma cidade do tamanho de Patos. Apesar desse aumento de demanda, não houve aumento de oferta, por isso esse desequilíbrio”, justificou.

“Além disso, com a proximidade do verão e a consequente elevação da temperatura, o consumo aumenta consideravelmente neste período do ano, seja porque as pessoas passam a utilizar mais água, seja pelo crescimento da população flutuante, em virtude do aumento de turistas na nossa cidade”, completou Deusdete Queiroga.