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Concerto no Bangüê marca a estreia nordestina de “Sinfonia Brasileira”, de Arthur Barbos

terça-feira, 9 de novembro de 2010 - 18:25 - Fotos: 
A Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSJPB) apresenta o 7º concerto oficial da temporada 2010 com a estreia nordestina de uma sinfonia tipicamente brasileira, trazendo, ainda, uma abertura de ópera italiana e a música impressionista francesa. A apresentação, com regência do maestro titular Luiz Carlos Durier, será nesta quinta-feira (11/11), às 20h30, no Cine-Teatro Banguê, no Espaço Cultural, com entrada franca.

Neste concerto, que integra o projeto Quintas Musicais promovido pelo Governo do Estado através da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), a Orquestra Jovem fará uma homenagem à musicista Marilda Eduardo, considerada uma das melhores contraltos do Brasil. Serão executadas a abertura da ópera “Guilherme Tell”, do italiano Gioacchino Rossini; “Clair de Lune”, do francês Claude Debussy, e “Sinfonia Brasileira”, do brasileiro Arthur Barbosa.

O maestro Luiz Carlos Durier explica que a abertura de uma ópera é a ultima parte composta da obra, pois nela conterá um resumo de toda a trama, onde se expõe os temas principais. “Em ‘Guilherme Tell’,de Gioacchinno Rossini, está um bom exemplo, um prelúdio no naipe dos violoncelos, uma tempestade, uma canção campestre e uma cavalgada são as partes integrantes desta que se tornou uma das mais celebres obras deste compositor italiano”, diz.

De acordo com Durier, o compositor Claude Debussy, que foi denominado “o poeta do piano”, criou na música aquilo que o pintor evocou por meio da cor: a névoa, o luar, os sonhos e a imensidão da água, por exemplo. “Se trata de uma música impressionista, perfeita para sonhar. Um sonho delicado embalado pela melodia suave e amorosa apoiada numa harmonia refinada”.

Já a “Sinfonia Brasileira”, de Arthur Barbosa, que faz sua estréia nordestina neste concerto, retrata resumidamente um passeio por um país de ritmos e cores. No primeiro movimento, a sinfonia mostra o ritmo e a harmonia da Bossa-Nova, o chorinho, o samba e o maxixe. O segundo movimento faz a vez do Scherzo de uma sinfonia tradicional, juntando o maracatu mesclado a um tema que lembra a música caipira e também temas de origem indígena. Logo em seguida apresenta-se um frevo.

O terceiro movimento é uma viagem ao sul do Brasil onde um tema em forma de milonga (ritmo parente próximo do tango argentino) é o motivo principal, ouvindo-se ainda uma rancheira, que é um ritmo mais dançante também muito característico da cultura regional dos pampas. O tema principal do quarto movimento é um baião, seguido por cavalhadas, com bandas de pífanos (pequenas flautas rústicas de madeira, típicos instrumentos de sopro indígenas) e rabecas (violinos feitos e tocados de forma rústica).

“O final é grandioso e, de forma simbólica, representa a própria força da música deste país–continente, uma música que há muito tempo tem encantado o planeta e, a meu ver, continuará encantando”, completa o maestro Luiz Carlos Durier.

Sobre o regente titular

Luiz Carlos Durier é natural de João Pessoa (PB) e iniciou seus estudos musicais durante o curso colegial com a professora Ione Marinho. Licenciado em Educação Artística e Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estudou Viola, Harmonia, Estética, e Regência Coral e Orquestral, e realizou Master Class de Viola, Música de Câmara e Educação Musical.

Durier atuou como monitor-regente da Orquestra Juvenil da UFPB, é regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba desde 1997 e regente residente da Orquestra Sinfônica da Paraíba há nove anos.  Na Escola de Música Anthenor Navarro, é professor desde 1991, onde ensina Musicalização, Viola, Música de Câmara e a regência da Orquestra da EMAN.

Entre os festivais de música que participou, destacam-se o de Brasília (DF), de Campos do Jordão (SP) e o Eleazar de Carvalho em Fortaleza (CE), onde estudou regência com o maestro Nelson Nuremberg. Na Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), estudou “Interpretação e Regência das Sinfonias de Beethoven” com o maestro Guillermo Scarabino.  

Foi aluno convidado do curso de regência do 37º Festival Internacional de Campos do Jordão, na classe do maestro Roberto Minczuk, e participou da Oficina de Música de Curitiba (PR), em 2005, 2006, 2008 e 2010, na classe de regência do renomado maestro Osvaldo Ferreira. Em julho deste ano, Luiz Carlos Durier estudou com o maestro Kurt Masur em Master Class promovido pela Orquestra Sinfônica Brasileira – OSB.

SERVIÇO:
Quintas Musicais – Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba
Regência: Maestro Luiz Carlos Durier
Quando: Quinta-feira, 11 de novembro, às 20h30
Onde: Cine-teatro Bangüê (Espaço Cultural, R. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho, João Pessoa – tel.: 3211.6281)
Quanto: Entrada franca
Informações: (83) 3211-6272.

Assessoria de Imprensa da Funesc