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Compostagem na Empasa processa 158 toneladas de detrito em nove meses

terça-feira, 5 de junho de 2012 - 11:46 - Fotos:  João Francisco/Secom-PB

Frutas, verduras e folhagens da Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa), em João Pessoa, inadequadas ao consumo humano, que antes eram destinadas ao aterro sanitário da Região Metropolitana da Capital, agora estão tendo outro fim num processo de compostagem. Esse material é transformado em adubo orgânico de alto valor de elementos e nutrientes para plantações. Com esse trabalho mais de 158 toneladas dos resíduos deixaram de ir para o aterro.

Ao completar nove meses desde o início do projeto, a coordenação fez um balanço, tendo como base as 66 leiras, em que cada uma segue a padronização de 5m de comprimento, 1,20 m de largura e 70 cm de altura, com oito camadas, resultando na pesagem da leira em 2,5 t e 80 kg de composto processado pronto para uso.

Estima-se que durante esse tempo o total do peso bruto tenha chegado a quase 160 toneladas, que estão estocadas nas dependências da Empasa para posterior atendimento aos pequenos produtores da agricultura familiar, além da parceria com outros órgãos governamentais.

De acordo com a responsável pelo projeto, gestora ambiental Silvana Alves, “os adubos orgânicos são restos de produtos naturais que não foram maquinadamente industrializados, e um bom exemplo são as cascas de frutas e legumes, que por sinal são ótimos adubos orgânicos, já que contém a maioria de todos os elementos e nutrientes que utilizaram quando estavam nas plantas”, explica Silvana.

Silvana Alves revela ainda que nos últimos dois meses um tipo de resíduo sólido – a madeira na forma de caixas para o transporte dos alimentos – “era destinado aos coletores de lixo do entreposto, mas agora está havendo a separação para doação aos artesãos que trabalham com esse tipo de material. Fizemos uma amostragem de pesagem e constatamos que uma caixa chega a 1,080 kg, então como havíamos computado 618 caixas, obtivemos quase 700 kg de madeira aproveitadas para trabalhos artesanais”, diz a gestora.

Passo a passo – Os resíduos são coletados dentro do mercado livre e levados até a plataforma na própria Empasa, onde ficam as caixas estacionárias para ser feita a separação dos sólidos e orgânicos. Então é feita a relação de carbono (difícil decomposição) e nitrogênio (fácil decomposição), utilizando palhas/folhagens/verduras/frutas ou hortaliças, durando cerca de 60 dias para a leira ficar pronta ao uso.

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica num material semelhante ao solo, que se chama composto e pode ser utilizado como adubo. Quando adicionado ao solo melhora as suas características físicas, físico-químicas e biológicas, proporcionando mais vida ao solo, que apresenta produção por mais tempo e com mais qualidade. Contribuindo assim para a melhoria das condições ambientais e saúde da população.

A técnica da compostagem é milenar praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Nada muito diferente do que a natureza faz há bilhões de anos desde que surgiram os primeiros microorganismos decompositores, com a finalidade de acelerar com qualidade a estabilização (também conhecida como humificação) da matéria orgânica.

Campina Grande e Patos – Segundo o presidente da Empasa, engenheiro agrônomo José Tavares Sobrinho, “a intenção da central de abastecimento é ampliar o trabalho para os outros dois entrepostos existentes no Estado – Patos e Campina Grande – objetivando assim seguir as regras da natureza e destinando corretamente os resíduos. A tendência é envolver mais recursos humanos e assim atender outras secretarias afins”, adianta o presidente.

Os interessados em conhecer o desenvolvimento do trabalho gerador de tecnologia limpa podem procurar a Empasa pelo telefone 3218.6882 e agendar uma visita técnica. A central de abastecimento em João Pessoa (antiga Ceasa) fica na Avenida Ranieri Mazilli, s/nº, Bairro do Cristo Redentor.