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Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira recebe projeto de urbanização feito por estudantes de Arquitetura do Unipê

sexta-feira, 27 de maio de 2016 - 10:21 - Fotos:  Secom-PB

A direção do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira recebeu, na tarde de quarta-feira (25), professores e alunos do curso de Arquitetura, do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), que apresentaram um projeto de urbanização para quatro ambientes do local: estacionamento, acolhimento, requalificação para área desativada e praça Beija-Flor. Todos os projetos são voltados para o cuidado terapêutico das pessoas em sofrimento mental que fazem tratamento no serviço. Além do Unipê, o Juliano também tem parceria com outras instituições, como a Faculdade Maurício de Nassau, Santa Emília, UFPB, FPB, Famene, Iesp, FCM e Escola Técnica Cristo Rei.

“Este é um momento histórico dentro do processo de mudança implantado no Complexo para uma melhor qualidade de vida, proporcionando outro lugar para o paciente, bem diferente do trancafiamento. Isso é o que prevê a reforma psiquiátrica, luta da qual somos fiéis combatentes”, disse o diretor geral do Complexo, Walter Franco.

Para a professora de Arquitetur, Ísis Amaral, é uma honra participar desse momento. “Para nós é uma grande honra participar do sonho de vocês que trabalham com saúde mental. E também é uma oportunidade de aprendizagem gigantesca”, falou.

Pela proposta apresentada pelos estudantes para o estacionamento, o local ganhará vagas exclusivas para ambulâncias, para 100 carros, além de espaços para motos e bicicletas. Serão aproveitadas as árvores existentes e ainda plantadas outras espécies. No acolhimento, haverá um espaço reservado para familiares, local para eventos de integração entre pacientes e suas famílias e também será bastante arborizado. Tudo feito com material reaproveitável ou de demolição.

Para a ala desativada, apresentaram um projeto de requalificação, com salas de vídeo, artes, música, informática e loja de artesanato. A ideia é colocar os pacientes como participantes do ambiente, contribuindo com a decoração. Na sala de vídeo, por exemplo, toda feita com paletes, terá uma parede específica para riscarem com giz. Ainda haverá uma rearrumação da biblioteca.

Maria José de Oliveira, que trabalha no Juliano Moreira há 23 anos e na biblioteca há um ano, adorou a ideia da reformulação do setor. “Fiquei emocionada quando vi o projeto da biblioteca que vai ajudar melhor na recuperação dos pacientes”, confessou.

Os estudantes também apresentaram projeto de ampliação para a Praça Beija-Flor. Serão aproveitados os pneus, criado um espaço para os pacientes plantarem, outro para atividades lúdicas e uma área para atividades esportivas.

“Todos os projetos têm a intenção de tornar os ambientes mais harmoniosos e lúdicos, contribuindo com um local mais humanizado. Com tudo isso, esperamos contribuir, de alguma forma, com a recuperação dos pacientes”, disse o aluno do 9º período, Higo Félix.

Após a apresentação dos projetos, o próximo passo será procurar parcerias para a execução das obras.