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Complexo de Pediatria Arlinda Marques já é referência para procedimentos em crianças

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 - 12:41 - Fotos: 
A Paraíba já tem um serviço público de referência para cirurgias cardíacas de adultos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Universidade Federal da Paraíba firmaram uma parceria, estruturaram e equiparam o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), que realizou, nesta quarta-feira (14), a primeira cirurgia em um adolescente de 15 anos. O Complexo de Pediatria Arlinda Marques já é referência para a cardiologia infantil desde o dia 11 de agosto, com 12 cirurgias já realizadas. Com a habilitação do HU ficou formada a Rede de Cardiologia da Paraíba.

O secretário de Saúde, José Maria de França, explicou que a Rede de Cardiologia foi criada para resolver um problema histórico da falta de assistência aos pacientes cardiopatas da Paraíba. “O Governo do Estado deu um grande passo na estruturação dessa rede e a parceria da UFPB foi essencial, porque o HU já tinha o espaço físico.

A Secretaria formou a equipe, ajudou a adequar a UTI do hospital e na aquisição de equipamentos e instrumentos. Não vamos absorver toda a demanda de um dia para o outro. Vamos continuar encaminhando os casos mais complexos a hospitais de outros Estados”, esclareceu.

Aperfeiçoamento – José Maria explicou que o Governo vai trabalhar agora na consolidação dessa rede, aumentando o número de leitos disponíveis e operando os casos de alta complexidade. “Estamos, agora, em um processo de aperfeiçoamento do serviço implantando. O Arlinda Marques que começou com procedimentos mais simples, já está pronto para a realização de cirurgias complexas e deve começar essa nova fase na próxima semana. Queremos, em um ano, está realizando todos os tipos de cirurgias cardíacas na Paraíba”, disse.  

Foram investidos cerca de R$ 1,3 milhão para equipar o Hospital Universitário. Por enquanto, os casos que não podem ser resolvidos no Arlinda ou no HU são encaminhados a outros Estados, através da Central de Regulação de Alta Complexidade (Cerac). Este ano, além das 13 cirurgias de cardiopatas feitas na Paraíba, foram viabilizadas outras 60, com o encaminhamento de pacientes a outros centros do País, como Recife, Curitiba e Natal.

Sucesso – O chefe da equipe de cardiologia, Maurílio Onofre, disse que a primeira cirurgia feita no HU foi um sucesso e que, nesta quinta-feira (15), o estado de saúde do adolescente, que sofria de uma cardiopatia congênita, era estável. O HU tem sete leitos e capacidade para fazer quatro cirurgias, por semana. Já estão agendados dois procedimentos para a segunda e quarta-feira da próxima semana.

A equipe que operou o adolescente é composta pelos cirurgiões Maurílio Onofre, Daniel Magalhães, Orlando Gomes, Antônio Pedrosa, José Reinaldo e Carlos Maximiliano e pelos anestesistas Ruy Evangelista, Bernardo Nóbrega, Laércio Ataíde e Tiago Bezerra.

Fluxo – Nesta sexta-feira (16), a Secretaria de Estado da Saúde promove uma reunião com os hospitais do Estado para discutir o fluxo da cardiologia infantil. O secretário José Maria de França explicou que o Arlinda Marques é o hospital de referência no Estado e que todos os casos precisam passar pela unidade.

A definição do fluxo é importante, porque o Arlinda não só realiza a cirurgia ou encaminha o paciente, como também  acompanha a criança e a família no pré-operatório, no transporte, durante a cirurgia e na recuperação do paciente. O hospital tem uma equipe multidisciplinar preparada para isso.
 

Assessoria de Imprensa da SES-PB