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Complexo de Pediatria Arlinda Marques é ‘porta de entrada’ da Rede de Cardiologia Infantil da PB

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 - 15:06 - Fotos: 
O Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em João Pessoa, é o serviço de referência e a ‘porta de entrada’ da Rede de Cardiologia Infantil da Paraíba. O fluxo de atendimento de crianças cardiopatas foi discutido e definido, durante uma reunião nesta sexta-feira (16) entre representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), do Complexo e de hospitais e maternidades do Estado. Essa definição foi necessária para organizar a assistência e acabar com a ‘via crucis’ de pacientes e profissionais, em busca de atendimento e cirurgias cardíacas, que até o início deste ano se transformava em ‘caso de Justiça’.

A gerente de Regulação e Assistência da SES, Edjanece Guedes Romão, fez um histórico dos problemas encontrados pela gestão do governador José Maranhão, em fevereiro deste ano.

“Havia uma dificuldade enorme de regular a assistência, porque o serviço estava totalmente desorganizado. Além de implantarmos a Rede de Cardiologia da Paraíba, estamos fazendo uma nova Programação Pactuada Integrada (PPI) com os municípios e atualizando o cadastro dos estabelecimentos de saúde. Agora, convocamos representantes dos hospitais, principalmente os que têm UTIs neonatais, para explicar o funcionamento do serviço, do fluxo”, destacou, acrescentando que a SES promoverá outras reuniões para divulgar o fluxo, com representantes do Ministério Público e outros órgãos.

Participação – O médico Maurílio Onofre, chefe da equipe de Cardiologia, disse que o envolvimento dos hospitais, da Justiça e de toda a sociedade é essencial nesse processo. “Implantamos o serviço em tempo recorde, porque o secretário José Maria de França está fazendo o possível e um pouco do impossível para isso e o objetivo é que possamos resolver todas as cardiopatias aqui na Paraíba.

Hoje, alguns casos ainda precisam ser encaminhados a outros Estados, mas é preciso avaliar em que momento isso deve ser feito. O diagnóstico de cardiopatia não é suficiente para se decidir uma transferência imediata ou uma cirurgia. É preciso saber, principalmente, se a criança está pronta para isso. Do contrário, corremos o risco de ‘perder’ essa criança no caminho”, disse.

Como proceder – A diretora do Complexo Arlinda Marques, Darcy Lucena, explicou como funcionará o serviço na unidade, que começou a ser implantado em junho e já realizou 12 cirurgias cardíacas.

“O hospital ou maternidade que detectar uma criança com cardiopatia deve entrar em contato com o serviço social do Arlinda, através dos telefones 3218 5763 ou 5757, que está encarregado de acionar a equipe de cardiologia. Se a criança estiver em um hospital de João Pessoa, o cardiologista vai até o local para fazer a avaliação. Se o caso for do Interior, o município deve se responsabilizar pelo transporte do paciente até o Arlinda, depois, é claro, que o serviço social for acionado”, disse.

Referência – Darcy explicou que a estrutura física do Arlinda Marques sofreu uma adequação e foi equipada para ser a referência no Estado. A equipe de cardiologia é formada por mais de 60 profissionais, que incluem os cirurgiões, anestesistas clínicos, instrumentadores, intensivistas, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas e outras especialidades. “Essas equipe foi formada para atender a criança e a família, do diagnóstico, passando pelo pré-operatório, cirurgia até a recuperação total”, ressaltou.

O serviço começou operando os casos menos complexos, mas já a partir da próxima semana iniciará as cirurgias com máquina extra-corpórea, que são  procedimentos mais complexos, durante os quais o coração para de bater e a maquina fica responsável pelas funções  do pulmão e do coração do paciente, durante a cirurgia.

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB