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4 de agosto de 2011

Complexo Arlinda Marques implanta processo de acolhimento e classificação de risco



O Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede hospitalar do Estado, implantou o processo de classificação de risco com sala de acolhimento. O projeto já vem funcionando há cerca de dois meses e, segundo a diretora geral do Arlinda Marques, Ana Márcia Fernandes, ainda está passando por alguns ajustes.

Ela explicou que o serviço prioriza o atendimento ao paciente mais grave, fazendo a triagem entre quem deve ser atendido no hospital e quem pode ser encaminhado para outros serviços. De acordo com ela, assim que o paciente chega ao hospital é encaminhado à sala de acolhimento, onde a enfermeira ou a técnica verificam os sinais vitais da criança e, a partir daí, é feita a classificação do tipo de atendimento por meio das cores.

O objetivo do processo de classificação de risco é humanizar o atendimento mediante escuta qualificada do cidadão que busca os serviços de urgência/emergência, além de classificar, mediante protocolo, as queixas dos usuários de urgência/emergência. “É um processo dinâmico, que identifica os pacientes que necessitam de intervenção médica e de cuidados de enfermagem de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento, e que se dá mediante escuta qualificada e tomada de decisão baseada em protocolos, aliadas à capacidade de julgamento crítico e experiência do enfermeiro”, explicou Ana Márcia.

Cores – A cor vermelha sugere que o caso é de emergência e que o paciente será atendido imediatamente; a amarela quer dizer urgência (o atendimento terá prioridade sobre os pacientes classificados com a cor verde, no consultório ou no leito da sala de observação); a verde significa que não há risco imediato de morte (somente será atendido depois de todos os pacientes classificados como vermelho e amarelo).

“O importante é que nenhum paciente poderá ser dispensado sem ser atendido, ou seja, sem ser acolhido, classificado e encaminhado de forma responsável a uma Unidade de Saúde de referência”, ressaltou a diretora geral.

Como surgiu – A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de atendimento às urgências do acolhimento e da “triagem classificatória de risco”. De acordo com essa portaria, o processo deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos, com o objetivo de avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento.