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Companhia esclarece ajuste no preço do gás natural

quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 18:26 - Fotos: 

A Companhia Paraibana de Gás (PBGás) divulgou uma nota esclarecendo o motivo do reajuste que o gás natural sofrerá a partir deste domingo (1). O combustível usado em indústrias terá um acréscimo de 5,44%. Já aquele utilizado em veículos terá alta de 6,5%. As tarifas praticadas nos segmentos residencial e comercial não serão alteradas. O reajuste ocorreu em virtude do aumento de 6,98% do custo de gás adquirido da Petrobrás, que também passará a vigorar a partir deste domingo (1). 

A nota ainda destacou que o preço médio do gás natural veicular (GNV) ao consumidor na Paraíba é o terceiro mais baixo do Nordeste, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O comunicado também ressaltou que a PBGás é responsável por apenas 12% do preço final do GNV nos postos. O restante cabe à Petrobras (38%), aos Governos Estadual e Federal (26%); e aos postos e distribuidoras de combustíveis (24%);

O alto investimento feito pela PBGás na aquisição do gás também foi abordado na nota. De acordo com o documento, para cada R$ 1 de receita da Companhia, 54% correspondem ao custo do gás, 28% aos impostos e 18% à margem de distribuição da companhia. Por esse motivo, a PBGás não tem condições de absorver o aumento no custo do gás dado pela Petrobrás. Essa medida poderia acarretar uma redução de 20% em sua receita gerenciável, limitar o acesso ao gás natural a uma parcela restrita da população e comprometer a manutenção da rede de distribuição. Tudo isso resultaria  em reflexos sobre a segurança e a continuidade do fornecimento de gás natural na Paraíba.

Em relação ao GNV, a PbGás ainda esclarece que o preço desse combustível é, em média, 39% mais baixo do que seus concorrentes diretos, o álcool e a gasolina, levando-se em consideração a equivalência energética dos combustíveis. Pos isso, o gás natural veicular proporciona uma margem bruta de rentabilidade aos postos cerca de três vezes superior à dos combustíveis líquidos. 

Nathielle Ferreira, da Secom