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29 de setembro de 2011

Companhia Docas integra comitiva brasileira em seminário sobre portos



A Companhia Docas da Paraíba, administradora do Porto de Cabedelo, integra a comitiva levada à Bélgica pelo Governo brasileiro para participar de um dos mais importantes seminários de gestão portuária internacional.

O presidente da Docas, Wilbur Holme Jácome, representa a companhia no evento que começou na segunda-feira (26) e segue até o dia 8 de outubro, no Porto de Antuérpia, a 45 km de Bruxelas.

Dez profissionais de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba participam de curso na área portuária e o representante da Companhia Docas foi convidado pessoalmente pelo ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Menezes Cristino.

O curso proporciona uma visão geral sobre a movimentação do porto belga, que hoje se destaca como um dos cinco maiores portos do mundo, com mais de 96 milhões de toneladas movimentadas somente nos primeiros seis meses deste ano, um incremento de 10% em relação ao mesmo período de 2010.

Informações importantes – “Nós estamos tendo acesso às regras de organização da operação do terminal de navios de Antuérpia. Em seguida, vamos ao porto conferir a prática. Embora muitos aspectos culturais de gestão sejam impactantes na história portuária brasileira, espero ter boas interpretações, para aplicar aos paradgmas do Brasil”, ressaltou o presidente da Companhia Docas da Paraíba em entrevista via internet.

Entre os principais assuntos discutidos no seminário, Wilbur destaca as abordagens sobre aspectos comerciais e os custos logísticos da operação portuária; princípios da manutenção da dragagem; aspectos ecológicos da operação portuária; gerenciamento financeiro do porto; conexões de intermodalidade logística na operação portuária; os aspectos de segurança do porto; a importância do planejamento estratégico da construção, e expansão portuária.

Diferenças – Questionado sobre a extrema diferença entre o Porto de Cabedelo e o porto europeu de Antuérpia, Wilbur Jácome comentou que o mais importante são os novos parâmetros de crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade que a Paraíba precisa ter. “Cabedelo movimenta apenas 1% do que Antuérpia opera, mas precisamos entender os mecanismos de gestão, controle de processo e os aspectos comerciais e sustentáveis da Europa. Não podemos achar que Pernambuco e Rio Grande do Norte serão nossos modelos de crescimento. Temos que abrir a visão da Paraíba para o mundo em todos os sentidos”, enfatizou.

Ele disse também acreditar muito no potencial da Paraíba, com suas terras produtivas, sua localização, e considerando ainda os aspectos sociais e culturais do seu povo. “Tenho certeza de que, se tivermos um processo de gestão pública consistente, podemos vislumbrar um futuro mais promissor”, ressaltou.