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20 de outubro de 2015

Comitiva paraibana conhece novas tecnologias para o desenvolvimento da tilapicultura



O secretário executivo da Pesca no Estado, Sales Dantas, junto a uma comitiva de gestores, consultores do Sebrae/PB, extensionistas da Emater/PB, professores da Universidade Federal da Paraíba/Campus Bananeiras e empresários envolvidos com a cadeia produtiva da piscicultura foram ao oeste do Paraná em busca de conhecimentos e  novas tecnologias para o manejo da tilapicultura.

Símbolo de eficiência e produtividade na piscicultura nacional, a região oeste do Paraná tem um crescimento anual que chega a 30%. Só este ano, a região já alcançou a produção de 150 toneladas diárias, que abastece 17 agroindústrias com a fabricação de filé de tilápia.

Com o objetivo de promover intercâmbio técnico e cientifico junto à cadeia produtiva da piscicultura do oeste paranaense, a missão tecnológica organizada pelas instituições  paraibanas visitaram,  durante uma semana, estações de pisciculturas de engorda, laboratórios de alevinagem, universidades, estações de pesquisa, frigoríficos e fabricantes de equipamentos para o manejo da tilapicultura.

Para o secretário Sales Dantas, a missão se encaixa na política de parcerias defendida pelo Governo do Estado. “Na Paraíba, o governo vem nos motivando a enfrentar essa crise hídrica, buscando exatamente alternativas de produção sustentável, visando o melhor aproveitamento dos recursos hídricos, usando a tecnologia para aumentar nossa produção. Nessa missão, nós percorremos cerca de 500 quilômetros, vamos nos apropriar das informações e colocar em prática o que for possível através de parcerias e disseminar a produção de pescado por toda Paraíba”, explicou o secretário.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba produziu, em 2013, 978 toneladas de peixes, cerca de 97% de tilápia, mesmo diante da crise hídrica, mas a produção não condiz com o consumo da população paraibana e, neste contexto, o Estado consome tilápias produzidas no Ceará, Pernambuco e Bahia. “Podemos ir além da produção indicada pelo IBGE. O nosso potencial é bem maior, estamos trabalhando para explorar de maneira sustentável os grandes reservatórios e regiões como a zona da mata e o agreste do Estado”, disse Sales Dantas.

No encerramento da missão, a comitiva conheceu a Trevisan Ltda, empresa pioneira na fabricação de aeradores, caixas de transporte e outros equipamentos,  que fica no município de Palotina /PR.

Para o engenheiro de pesca Rui Trombeta, consultor do Sebrae na Paraíba e articulador da missão, destacou a importância desses instrumentos tecnológicos que são utilizados para aumentar a aérea de criação de peixes. “Os nossos objetivos foram alcançados e é do nosso conhecimento as diferenças ambientais e culturais entre as duas regiões, contudo, o contato dos empresários com a experiência da região oeste proporciona a troca de informações técnicas, além da sensibilização no quesito organização, um dos maiores entraves da cadeia produtiva do brejo da Paraíba”, explicou.