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Combate agroecológico às pragas que ameaçam coqueirais obtém resultados positivos em Sousa

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 - 09:01 - Fotos: 

O Governo do Estado, por meio da Emater-GU, orienta os agricultores sobre como combater de forma agroecológica as pragas que ameaçam coqueirais nas Várzeas de Sousa. Recentemente, foi encontrada a Broca-do-olho-do-coqueiro, que atinge as plantações. A missão dos técnicos é reduzir os prejuízos aos agricultores familiares.

O assessor estadual da cultura do coco, agrônomo Henrique Paz de Oliveira, da Emater-GU, empresa integrante da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater, vinculada à Sedap, acompanhado do pesquisador Rêmulo Carvalho, da Emepa-GU, visitou as áreas infestadas para uma avaliação do estágio da doença, dando início a uma estratégia de controle da praga.

“Para o controle das pragas, os agricultores são orientados a utilizar os princípios da agroecologia para não levar prejuízos à produção de alimentos saudáveis, porque a proposta sempre foi garantir a melhoria da qualidade de vida das famílias agricultores”, explicou o gerente da Unidade Operativa da Emater-GU em Aparecida, Gilvan Oliveira Pordeus.

De acordo com o extensionista rural Benedito Ferreira Bonifácio, entre os fatores que afetam a produção do coqueiro, as pragas constituem-se em um dos mais preocupantes, sendo o ácaro-da-necrose-do-coqueiro, a mosca branca e a broca-do-olho-coqueiro as pragas que mais infestam as plantações na área do perímetro.

Preocupados com o meio-ambiente, as táticas de controle têm sido fundamentais nos princípios de agroecologia, como a utilização de armadilhas atrativas do modelo pet ou balde para monitorar a população da praga, com o uso de iscas vegetais contaminadas com esporos do fungo. Também é recomendado eliminar as plantas mortas pela ação da praga e doença do anel vermelho.

“Para o controle do ácaro da necrose do coqueiro e da mosca branca, temos utilizado com sucesso uma mistura de óleo de algodão bruto a 1,5%, além do detergente neutro a 1%, ou óleos vegetais emulsionáveis que se encontram disponíveis no mercado e na mesma proporção”, explicou Benedito. Os técnicos recomendam, também, a limpeza dos cachos com frutos deformados e a eliminação de todo material coletado.

O produtor orgânico José do Nascimento, que tem acompanhamento da Emater-GU, comemorou com entusiasmo os resultados alcançados. “É gratificante ver que os agricultores das Várzeas de Sousa estão despertando para outra consciência ecológica e, em breve, passarão dessa fase de transição agroecológica para produção orgânica”, afirmou. Todo o trabalho junto aos produtores é acompanhado pelo coordenador regional da Emater-GU em Sousa, Francisco de Assis Bernardino.

Por meio da iniciativa do Governo do Estado, o Perímetro Irrigado das Várzeas de Sousa está situado nas terras dos municípios de Sousa e Aparecida, no Sertão, com uma área irrigável de 4.390,79 hectares, dos quais 178 lotes são explorados por pequenos produtores familiares com área de cinco a dez hectares. A proposta é impulsionar e dinamizar a agricultura na sua área de influência, com isso fortalecendo as atividades agrícolas e agroindustriais.

Segundo Assis Bernardino, a cultura do coco é a principal atividade agrícola do perímetro com uma área de aproximadamente 600 hectares, com grande potencial de crescimento. Além da tradição no cultivo de coco e a crescente demanda pelo consumo da água de coco em todo o País, “in natura” e envazada, a localização geográfica de Sousa é propícia ao escoamento da produção.