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Comando do 3º BPM manda apurar denúncia de tortura. Militar é preso

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 - 16:56 - Fotos: 
O comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel José Carlos de Melo, já determinou a instauração de sindicância para apurar a responsabilidade do cabo Manoel Ferreira Dias (Manoelzinho), acusado de torturar um jovem na cidade de Santana dos Garrotes, no Sertão paraibano. Adeilson Cirino, de 34 anos, está internado em estado grave no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, e pode ficar paraplégico.

Na tarde desta quarta-feira (13), por determinação do tenente-coronel Carlos, a comandante da Companhia da PM em Itaporanga, capitã Kelma Simone, esteve na cidade de Santana dos Garrotes para se inteirar dos fatos, inclusive ouvindo familiares da vítima e policiais da localidade. O fato já foi levado ao conhecimento do Comando Geral da Polícia Militar.

A denúncia de tortura praticada pelo cabo ‘Manoelzinho’ foi feita pela mãe de Adeilson Cirino, Terezinha Vito Cirino, ao ouvidor da Secretaria da Segurança e Defesa Social, Mário Júnior, que encaminhou ofício ao secretário Gustavo Gominho, bem como aos delegados Canrobert Rodrigues e Ivaldo Dias, para providências.

Segundo Terezinha Cirino, seu filho se envolvera numa briga na tarde de domingo (10) no centro de Santana dos Garrotes, sendo ameaçado com uma faca por um dos envolvidos. Imediatamente procurou o cabo ‘Manoelzinho’, mas para sua surpresa, Adeilson foi preso.

À noite, conforme a denunciante, Manoelzinho algemou Adeilson na grade da cela e passou a espancar o jovem com um pedaço de madeira. A cena foi presenciada pelo sargento Jean e um cabo mais conhecido por ‘Calango’. Terezinha disse que no dia seguinte foi visitar seu filho e levar comida, mas o cabo acusado não permitiu e ainda jogou a comida fora. Naquele momento, o rapaz passou a vomitar e urinar sangue, sendo levado para o posto de saúde da cidade.

O médico que o atendeu disse que o estado dele era grave e deveria ser transferido para Campina Grande. No Hospital Antônio Targino, o jovem foi internado sem identificação porque os documentos dele não foram liberados pelo cabo.

Ao tomar conhecimento do fato, o tenente-coronel Carlos demonstrou indignação e disse que “a Polícia Militar não compactua com esse tipo de comportamento.Se ficar comprovada a denúncia de tortura, o cabo será punido na forma da lei”. A missão da PM, segundo o oficial, é oferecer segurança à população e não provocar medo e terror. “Não admitimos nenhum tipo de indisciplina”, concluiu.

Cardoso Filho, da Secom-PB