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30 de dezembro de 2011

Coleta seletiva no Trauma de Campina Grande gera economia de quase R$ 34 mil por mês



Implantada há cinco meses, a coleta seletiva do Hospital de Trauma de Campina Grande foi a pioneira nas unidades hospitalares do Estado e tem colhido bons frutos com o novo modelo de gestão. A diretoria, preocupada com o impacto causado pelo lixo hospitalar e os gastos decorrentes da administração dos detritos, realizou mudanças na forma de gerir os resíduos sólidos da instituição. Com isso, além de trazer mais organização à unidade de saúde, teve uma economia de mais de R$ 30 mil por mês para os cofres do Estado.

Para gerenciar essa parte de resíduos sólidos, a direção designou duas profissionais de enfermagem para o acompanhamento de todo o processo de coleta. De forma gradual, os resultados foram aparecendo. “Houve diminuição substancial no número de bobonas de lixo hospitalar que eram encaminhados a João Pessoa. Em janeiro deste ano eram 500 bombonas por mês, o que representava R$ 40 mil mensais de gastos. Com as medidas de gerenciamento de resíduos, conseguimos que o número fosse reduzido a 79 bombonas por mês, o que trouxe economia de aproximadamente R$ 34 mil por mês”, ressaltou o diretor do hospital, Geraldo Medeiros.

A forma como o lixo hospitalar é transportado e para onde é levado é um assunto que sempre preocupa a população. “Qualquer instituição hospitalar deve se preocupar com o meio ambiente. Pensar na sustentabilidade deve ser tarefa de qualquer gestor, seja ele privado ou público”, disse Medeiros.

Outro fator importante para que tudo desse certo foi o espaço destinado para separação do lixo hospitar. O ambiente conta com cinco salas: duas para resíduos contaminados, duas para resíduos comuns e uma sala para resíduos recicláveis, tudo isso para facilitar a coleta. Todo o lixo selecionado na instituição é transportado por uma empresa de João Pessoa, que realiza a coleta às terças-feiras e sábados.

Além das duas enfermeiras responsáveis pelo setor, quatro funcionários se revezam para manter a qualidade do serviço. “Fizemos um esforço enorme para por o projeto em prática. Tivemos o apoio da diretoria do hospital e estamos fazendo o trabalho de conscientização dos funcionários”, declarou Geni de Melo, uma das responsáveis pelo projeto.

As enfermeiras responsáveis pela coleta seletiva acompanham de perto todo o processo de incineração dos resíduos na empresa que recolhe o lixo. Já em relação a alguns resíduos específicos como o papelão e os recipientes para soro, foi firmada uma parceria com a Cooperativa Cata Mais, que recolhe o material toda semana.