João Pessoa
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Colégio Sesquicentenário realiza 3ª Bienal de Artes na Capital

sábado, 23 de novembro de 2013 - 16:41 - Fotos: 

A escola Sesquicentenário encerrou, na manhã deste sábado (23), a 3ª Bienal de Artes do Sesquicentenário. O evento foi voltado à comunidade escolar e aos moradores do conjunto Pedro Gondim, em João Pessoa. O tema do evento foi “A minha/nossa escola pública pode ser diferente?” e teve como objetivo utilizar a arte para mostrar os conhecimentos adquiridos no ano letivo, além de propor uma escola diferente.

De acordo com o coordenador pedagógico do Sesquicentenário, Eronaldo Marques, aproximadamente 1.500 pessoas, entre estudantes da escola, funcionários e pais de estudantes participaram da exposição de trabalhos artísticos, que também discutiu temas como bullying e violência. “O evento é importante porque motiva os alunos, traz a comunidade para dentro da escola e gera o processo de discussão e reflexão. A partir da provocação do evento e tendo a arte como forma de protesto, há um espaço para discutir como a escola deve ser e até mesmo repensar o projeto político pedagógico”, afirmou.

O professor de Artes do Ensino Fundamental I, Anderson Santos, explicou que os estudantes apontaram ações como aprendizado diferente e sala de aula sem cadeiras como exemplos para tornar a escola melhor. “Os trabalhos foram feitos em diálogo com a arte. Então, eles fizeram brinquedos educativos para tornar as tarefas mais divertidas, fizeram tapetes para forrar no chão e assistirem às aulas sentados em círculo, fizeram um jardim suspenso na parede da sala e uma biblioteca ambulante”, disse.

A professora de Artes do Ensino Fundamental II e Médio, Ana Lúcia Dias, citou como principais pontos de discussão dos estudantes a mudança do toque da escola, espaço para utilizar o celular e usar o Laboratório de Informática com mais frequência. “Estudantes e funcionários colocaram as reivindicações em faixas que foram expostas no corredor de entrada da escola. Eles também reivindicaram aulas diferenciadas, mas que não rompessem completamente com a forma tradicional”, salientou.

Abertura – A abertura da 3ª Bienal de Artes do Sesquicentenário ocorreu na quinta-feira (21), com cerimonial de abertura, apresentação do Balé Popular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Banda Angellus, com um tributo a banda Legião Urbana. “A abertura foi bem recebida pela comunidade escolar”, afirmou o coordenador Eronaldo Marques. Na primeira edição da bienal, o tema trabalhado foi “Em vivo contato” e, na segunda, “A escola que a gente quer é a gente quem faz”.

Exposições – O estudante André Florêncio dos Santos, da 1ª série do Ensino Médio, expôs esculturas de argila, desenhos e quadrinhos do universo da Marvel. “Eu quis trazer minhas esculturas para o cotidiano e tentar mostrar o conhecimento dos quadrinhos. Faço esculturas desde 2009 a aprendi na internet, mas já tinha conhecimento de anatomia por causa dos desenhos”, esclareceu.

Já a estudante Giulia de Oliveira, também da 1ª série do Ensino Médio, ofereceu uma oficina de desenhos durante a bienal. Além disso, ela foi a vencedora do concurso de logomarcas para o evento. “A ideia foi expor desenhos de todos os alunos diferenciando realismo, pintura, luz e sombra. Assim, quis mostrar que a escola pode se diferenciar das demais, pois temos qualidade, talentos e muitos artistas jovens aqui. Com determinação, se consegue o que quiser”, disse.

A estudante Ângela Maria Borges, da 3ª série do ensino médio, escreveu uma redação sobre motivação do corpo de funcionários da escola. “Vejo que a escola trabalha bem e para o aluno sair bem nas expectativas. Porém, alguns funcionários ficam desmotivados conforme o trabalho aumenta. Então, propus um trabalho de motivação com palestras e atividades motivacionais para os funcionários trabalharem felizes e os alunos se sentirem felizes e bem acolhidos na escola”, explicou.

Por sua vez, a estudante Jaine Muniz, do 7º ano, salientou que a reivindicação mais importante que eles fizeram foi em relação à utilização do Laboratório de Informática. “Ela ajuda a gente nas atividades e deixa as aulas mais dinâmicas e divertidas”, afirmou.