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14 de novembro de 2011

Codata doa equipamentos a projetos sociais que atuam na inclusão digital



A Companhia de Processamento de Dados (Codata) formalizou a doação de equipamentos considerados obsoletos a dois projetos sociais que atuam na inclusão digital de pessoas carentes em João Pessoa. Nototal, o Projeto Casa Brasil e o Projeto de Apoio à Inclusão Digital (AID), do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), estão recebendo 46 CPUs para utilizarem não só em cursos de montagem e manutenção de micro-computadores, mas também na construção de novas máquinas, destinadas a jovens e adultos sem condições financeiras para adquiri-las.

Os equipamentos doados foram selecionados após a realização de um levantamento técnico que identificou computadores e impressoras com mais de 10 anos de fabricação e que foram considerados inservíveis para a prestação de serviço da Codata. “Cada equipamento, destinado ao descarte tanto para a reciclagem quanto para a doação, foi avaliado e considerado, via parecer técnico, incapaz de atender às necessidades da companhia, ou ainda de manutenção inviável, já que muitas vezes o conserto de uma peça torna-se mais caro que a aquisição de um novo equipamento. Em outros casos, a manutenção é inviável porque os fabricantes já não produzem as peças necessárias para o conserto”, explicou a diretora técnica Christhiny Masiero.

Após o levantamento, os coordenadores dos projetos AID e Casa Brasil avaliaram as condições dos equipamentos, verificando as reais possibilidades de reaproveitamento no trabalho de inclusão digital de pessoas carentes.

 

O coordenador do projeto Casa Brasil, Pierre Dornelas, selecionou as máquinas que poderão ser utilizados nas aulas dos cursos de manutenção e montagem de micro-computadores. “Em nosso Espaço Multimídia, que funciona no Centro de Referência Sandoval de Assis, no bairro Costa e Silva, nós oferecemos gratuitamente cursos profissionalizantes na área de informática para cerca de 100 jovens.

 

“Estes equipamentos são importantes porque os alunos podem desmontá-los, conhecer peça por peça e trabalhar na montagem. As condições destas peças dão mais confiança para que o aluno mexa à vontade e sane todas as curiosidades. Em um equipamento novo, isso não seria possível. Haveria um receio constante de danificá-lo”, disse Pierre. Ainda de acordo com ele, os computadores doados são desmontados e as peças em bom estado são retiradas para montagem de novos micros, em condições de funcionamento.

 

O mesmo acontece na iniciativa do Unipê, contudo, neste caso, o trabalho é realizado por alunos dos cursos da área de informática oferecidos pela instituição. Segundo o coordenador do Projeto AID, Thiago Maia, tanto os discentes quanto a sociedade ganham com a iniciativa. “O processo de montagem dos computadores ajuda os estudantes a ampliarem os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Em contrapartida, as pessoas mais carentes, sem poder aquisitivo, têm a oportunidade de receber um computador e começar, com o acesso à tecnologia, a conhecer um mundo de novas possibilidades.”

 

O presidente da Codata, George Henriques, acredita que a postura da empresa pode servir de exemplo e ser adotada por toda sociedade. “Antes de livrar-se daquilo que já não tem mais serventia para você, procure projetos sociais ou até pessoas conhecidas, sem o mesmo poder aquisitivo, para doar os equipamentos. O que é obsoleto para nós, pode ser de grande utilidade para uma pessoa carente”, observou.