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Clínica Escola de Enfermagem da UEPB vacina contra o vírus H1N1

terça-feira, 6 de abril de 2010 - 18:43 - Fotos: 

A Clínica Escola de Enfermagem da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) começou a vacinar a população saudável de 20 a 39 anos de idade contra o vírus da gripe A (H1N1). A atividade se estenderá até o dia 23 deste mês. A Clínica tem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) e está trabalhando conforme o calendário de vacinação acordado pelo Ministério da Saúde em todo o País.

Segundo o calendário inicial do Ministério da Saúde, a campanha de vacinação se iniciou no dia 22 de março, com gestantes, crianças com até dois anos, doentes crônicos e profissionais de saúde. O calendário para estes grupos foi prorrogado até o dia 23 de abril. De 05 a 23 de abril é a vez da população saudável de 20 a 29 anos se vacinar.

Na Paraíba, a Secretaria Estadual de Saúde liberou a campanha antecipadamente para os outros grupos prioritários. Neste caso, a Clínica Escola da UEPB estará vacinando também o grupo da população saudável de 30 a 39 anos, que seria, de acordo com o calendário inicial, de 10 a 21 de maio.

A vacina contra o vírus H1N1 está sendo administrada no turno da manhã, de segunda a sexta-feira. Segundo o calendário oficial do Ministério, a vacinação do vírus para a população acima de 60 anos será realizada junto à campanha anual contra a gripe comum, de 24 de abril a 07 de maio.

A coordenadora da Clínica de Enfermagem, Odete Leandro e a professora Ardigleusa Alves, ambas provenientes do Departamento de Enfermagem, também informaram que a Clínica já oferece para a população em geral, as vacinas de tétano, difteria, hepatite e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), que podem ser tomadas regularmente as segundas e quartas-feiras, no período da manhã.
A Clínica Escola de Enfermagem da UEPB se localiza nas dependências do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), campus de Bodocongó, em Campina Grande.

Saiba mais – Os vírus influenza são compostos de RNA de hélice única, da família dos Ortomixovírus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica. Os vírus podem sofrer mutações. Os tipos A e B causam maior morbidade e mortalidade que o tipo C. Geralmente, as epidemias e pandemias estão associadas ao vírus influenza A. A influenza H1N1, uma nova variação do vírus H1N1, teve o primeiro caso confirmado em abril de 2009, no México.

As principais características do processo de transmissão da influenza são: alta transmissibilidade; maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas; rápida variação antigênica do vírus influenza, o que favorece a rápida reposição do estoque de susceptíveis na população; apresenta-se como zoonose entre aves selvagens e domésticas, suínos, focas e eqüinos que, desse modo, também se constituem em reservatórios dos vírus.

A vacina é segura e já está em uso em outros países, não tendo sido observada uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a Influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas.

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. No Brasil, está sendo utilizado o tipo injetável, administrado por via intramuscular, ou seja, com a introdução da solução dentro do tecido muscular.