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Clementino Fraga realiza interação social de crianças vivendo com HIV

terça-feira, 13 de outubro de 2009 - 18:13 - Fotos: 

O Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou nesta terça-feira (13) um evento para comemorar o ‘Dia das Crianças’. O principal objetivo foi promover a socialização de crianças vivendo com HIV/Aids e outras doenças infecto-contagiosas e mostrar a importância da adesão ao tratamento com acompanhamento contínuo. O evento contou com a participação de mais de 100 crianças, entre pacientes e filhos de pacientes, reuniu os vários setores do hospital e teve a colaboração de voluntários da instituição.

A festa, que aconteceu no estacionamento do hospital, foi animada por um palhaço e personagens de Walt Disney, que brincaram com as crianças durante duas horas. Para acomodá-las com conforto, a direção do Clementino Fraga providenciou tendas e cadeiras. Houve distribuição de brinquedos e, no final, foi servido um lanche.
 
A professora Lúcia Vasconcelos, mãe de duas crianças de 6 e 7 anos que participaram da festa, elogiou os organizadores do evento. “A festa foi feita com muito amor pelos funcionários do hospital. Estava tudo muito organizado e meus filhos adoraram. Espero que o hospital faça outras festas, porque esse tipo de evento é importante para as crianças que recebem o atendimento no hospital”, disse.       
 
Pacientes – O Clementino Fraga é o hospital de referência na Paraíba para o tratamento de doenças infecto-contagiosas como HIV/Aids, tuberculose e hanseníase. Atualmente, o hospital acompanha uma média de 45 crianças, de 2 a 13 anos com HIV/Aids. Deste total, apenas 28 fazem o tratamento efetivamente, com uma rotina de exames, aconselhamento e medicação. No ano passado, o Clementino registrou cinco casos novos. Já este ano, até agora foram registrados quatro.
 
Em 2008, o hospital registrou 30 casos de tuberculose. Este ano, ocorreram 17. Já em relação à hanseníase, o Clementino teve 14 casos registrados no ano passado. Este ano, o número caiu para cinco. Segundo a pediatra infectologista Benalva Medeiros, a maioria dos diagnósticos positivos se dá através da transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez.
 
A diretora da instituição, Rosineide Renovato Freire, destacou a importância do tratamento. “No caso da criança portadora de HIV/Aids, é de extrema importância que ela receba o tratamento e acompanhamento oferecido pelo hospital pois, dessa forma, terá maiores chances de recuperação e de aumentar suas chances de sociabilidade e interação social”, afirmou.

 

Da Assessoria de Imprensa do Clementino Fraga/SES