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28 de novembro de 2014

Clementino Fraga participa das ações alusivas ao Dia Mundial de Combate a Aids



Como Hospital de Referência na Paraíba  no diagnóstico de tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, (DSTs), o Hospital de Doenças Infectocontagiosas Clementino Franga, que integra a rede hospitalar do Estado, vai participar das ações alusivas ao Dia Mundial de Combate a Aids, que será lembrado na próxima segunda-feira (1º).

As ações começam neste domingo (30), no final da Avenida Beira Rio, na Praia de Cabo Branco, onde, das 7h às 12h, profissionais de saúde que integram o Programa Clementino Itinerante vão realizar testes rápidos de hepatites virais B e C, Aids e sífilis. Nutricionistas também vão participar, orientando a população sobre alimentação e hábitos saudáveis. Haverá ainda verificação da pressão arterial e teste de glicemia, lembrando que para esse último exame a pessoa tem que estar em jejum.

No dia 1º de dezembro, essas mesmas ações serão realizadas no Hospital Clementino Fraga. A diretora da unidade de saúde, Adriana Teixeira, explica que este ano a novidade é a Casa das Sensações, onde as pessoas conhecerão todos os mitos e verdades sobre questões relacionadas com a sexualidade.

De acordo com Adriana Teixeira, Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus HIV – Human Immunodeficiency Vírus, que leva à perda progressiva da imunidade. “A doença, na verdade, é uma síndrome que caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas advindos da queda da taxa dos linfócitos CD4, células muito importantes na defesa imunológica do organismo. Quanto mais a moléstia progride, mais compromete o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade de o portador defender-se de infecções”, explicou.

Dados – Este ano, foram registrados 206 casos de Aids, sendo 152 em pessoas do sexo masculino e 54 do sexo feminino. O Hospital de referência em HIV/Aids é o Clementino Fraga em João Pessoa; em Campina Grande tem o Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Hospital Universitário Lauro Wanderley, na Capital tem um serviço especializado para gestantes HIV positivas. Além desses, existem os serviços de Atendimento especializado (SAE) Em Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande e Patos.

Os dados apontam ainda que entre as mulheres não existe uma faixa etária bem definida. Os números constatam que a doença vem contaminando mais homens com idades entre 40 e 49 anos; a incidência é maior entre homens heterossexuais.

Durante um período, falava-se que apenas homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo estavam vulneráveis, mas isso mudou. Hoje, qualquer pessoa pode passar por uma situação de risco: profissionais de saúde que podem sofrer acidentes com material perfuro-cortante, um estupro praticado por criminoso contaminado e uma relação sexual sem camisinha são exemplos disso”, comentou Adriana Teixeira

Porque o laço vermelho como símbolo?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento à luta contra a Aids. O projeto do laço foi criado em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queria homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de Aids.

Além da versão oficial, existem mais quatro sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.