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Cida Ramos recebe catadores e garante celeridade no projeto de Economia Solidária

terça-feira, 23 de julho de 2013 - 18:19 - Fotos: 

Uma reunião na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh) com representantes do Fórum Estadual de Economia Solidária, formado por catadores de resíduos sólidos, artesãos e agricultores de assentamentos, definiu, nesta segunda-feira (22), ações imediatas para a execução do Projeto de Promoção de Ações Integradas de Economia Solidária.

O Projeto beneficiará as três categorias com iniciativas como capacitações, aquisição de material e equipamentos, construção de uma Central de Comercialização, além do apoio e realização de feiras locais de economia solidária, entre outras.

A secretária do Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos de Meneses, ouviu os representantes dos catadores, que falaram sobre as atuais condições de trabalho, a falta de apoio e a insatisfação com a retirada de lixões das cidades sem dar condições às famílias que viviam da venda de material reciclado. Ela ressaltou que o Governo do Estado está empenhado com a causa e tem um compromisso firmado.

O Governo do Estado tem um documento assinado que é um compromisso com os catadores. Esta causa será de prioridade zero, temos um setor que ficará exclusivamente debruçado sobre estas reivindicações”, afirmou.

A nomeação do Comitê Gestor Estadual do Projeto de Promoção de Ações Integradas de Economia Solidária (Caies), publicada no dia 13 deste mês, no Diário Oficial, com representantes da Superintendência Regional do Trabalho, do Governo do Estado, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Fórum Estadual de Economia Solidária fiscalizará as ações do projeto cobrando, inclusive, prazos. Ao todo, 24 pessoas integram o Comitê, entre titulares e suplentes.

Atividade legalizada – A categoria quer adequar a realidade da atividade às políticas ambiental, de resíduos sólidos e de saneamento. Em Uiraúna, o catador Israel Alencar de Sousa contou que a situação está muito difícil e que muitos já abandonaram a atividade.

Éramos 27 famílias que vivíamos do material retirado do lixo. Hoje só temos 10 famílias e a maior dificuldade é porque não temos um galpão para trabalhar. Tenho duas filhas e minha esposa para sustentar e está difícil continuar como catador”, desabafou.

Também participaram da reunião representantes de associações de catadores de Campina Grande, de Mandacaru, integrantes do Fórum de Economia Solidária (Ecosol), a Superintendência Regional do Trabalho, representantes da Rede Lixo e Cidadania, técnicos da Sedh e Universidade Federal da Paraíba.