João Pessoa
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CIB faz reunião extraordinária para agilizar habilitação de hospitais

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 - 12:39 - Fotos: 

A Comissão Intergestores Bipartite da Paraíba (CIB-PB) deve se reunir, em caráter extraordinário, às 14h da próxima segunda-feira, com o objetivo de agilizar a habilitação do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, junto ao Ministério da Saúde, para a realização de cirurgias cardíacas e neurológicas.

O pedido foi encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa desde o mês de julho do ano passado. A habilitação permitirá aos hospitais receberem recursos federais para os procedimentos, que até agora estão sendo custeados inteiramente com verbas do Tesouro do Estado.

“É preciso que se esclareça quais são os impedimentos para que esses dois hospitais sejam habilitados, pois todas as pendências que, porventura, possam existir, são pequenas diante da causa gigantesca pela qual estamos lutando. Superamos um problema grave que era a falta de hospitais e equipes para realizar cirurgias cardíacas na Paraíba. Estamos salvando vidas e tanto Estado, quanto Município têm que fazer um esforço concentrado para resolver toda e qualquer pendência que possa estar obstaculando esse processo”, afirmou o secretário estadual da Saúde, José Maria de França.

A gerente de Planejamento da SES, Joseneida Remígio, explicou que o Estado implantou a Rede de Cardiologia da Paraíba em um momento emergencial, para evitar que a falta do serviço no Estado continuasse gerando mortes e sendo um ‘caso de Justiça’. “Sem essa habilitação junto ao Ministério da Saúde, a Paraíba corre o risco de ter os serviços fechados, futuramente, e voltar a uma situação que já foi resolvida, deixando os cardiopatas, de novo, sem assistência garantida no Estado”, afirmou. 

Menos sofrimento – O Arlinda Marques começou a fazer cirurgias cardíacas em agosto do ano passado. Até agora, foram operados 37 crianças. De acordo com a diretora do hospital, uma cirurgia mais simples, feita no Arlinda, custa de R$ 5 mil a 7 mil. As cirurgias de maior complexidade, com uso de máquina de circulação  extracorpórea, custam entre R$ 13 mil e R$ 14 mil.
 
“O custo de um paciente que é encaminhado para fora do Estado para fazer uma cirurgia é muito maior, porque além do procedimento cirúrgico, se paga o transporte e as despesas com o acompanhante. Sem falar que quando uma criança se desloca para outro Estado, fica longe da família, apenas com um acompanhante e isso gera mais sofrimento”, disse a diretora do Arlinda, Darcy Lucena.

Segundo a médica Darcy Lucena, somente em 30 procedimentos realizados no ano passado foram pagos R$ 251.193,29. As cirurgias neurológicas infantis no Arlinda Marques tiveram início no mês de julho e até esta semana foram feitos 65 procedimentos. O HULW aderiu à Rede de Cardiologia da Paraíba em outubro do ano passado e já contabiliza 41 procedimentos realizados em adultos.

A CIB – O secretário José Maria de França decidiu levar o problema à CIB-PB, por ela ser o colegiado de negociação que pactua sobre a organização, direção e gestão da saúde, no âmbito do Estado. A comissão define a organização do SUS no âmbito estadual, para garantir a assistência integral à saúde da população. É composta de forma paritária por cinco representantes da SES e cinco do Conselho das Secretarias Municipais da Saúde (Cosems).

 Assessoria de Imprensa da SES-PB