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Cia Docas da Paraíba discute desenvolvimento do porto de Cabedelo

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 - 15:55 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

“Nossa Cabedelo: cidadania e desenvolvimento” foi o nome do encontro realizado nesta sexta-feira (07) pela Companhia Docas da Paraíba com o prefeito e vereadores eleitos da cidade de Cabedelo, líderes empresariais e representantes da sociedade civil. O objetivo foi abrir um diálogo propositivo sobre ações para o desenvolvimento social e econômico daquele município. O evento foi uma parceria do Governo do Estado com o Ministério Público da Paraíba, Controladoria Geral da União (CGU), Fórum Paraibano de Combate à Corrupção e Instituto Soma Brasil, e aconteceu no SESC Cabo Branco, em João Pessoa.

O presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome, disse que o encontro seria a oportunidade para uma conversa sobre o zoneamento do Porto de Cabedelo e como os presentes poderiam compartilhar as expectativas para o desenvolvimento do Porto e de toda a cidade portuária. “Almejamos a interação com a bancada eleita do município e chegar a um objetivo em comum. A ideia é que tenhamos um discurso único rumo ao desenvolvimento e geração de emprego e renda”, disse Jácome.

Entre as temáticas apresentadas estavam: “Os desafios de uma nova gestão” apresentado pela CGU/PB; “Rede Nossa Cabedelo pelo Instituto Soma Brasil; “Cidadania e defesa de direitos”, do Ministério Público; e “PDZ – Plano de Desenvolvimento e Zoneamento”, apresentado pela Companhia Docas da Paraíba.

O presidente da Companhia Docas disse que apresentar o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento era um dos principais objetivos do encontro pela Cia. “Esse planejamento coloca todas as diretrizes e desenvolvimentos do Porto de Cabedelo para os próximos dez anos. Com isso, criamos expectativas junto ao poder público e sociedade civil organizada”, disse Wilbur Jácome.

Ele ainda explicou como se dá a influência do Porto no município: “Cada operação de navio no Porto envolve 100 caminhões, isso influencia na rotina da cidade. Envolvem-se 200 pessoas para cada operação. Se temos 20 navios por mês, em média duas mil pessoas vivenciam o dia-a-dia do Porto mensalmente. Numa cidade com cerca de 55 mil habitantes, é como se 5% da população vivesse diretamente por causa do Porto. Temos a necessidade de convidar autoridades eleitas e sociedade civil para uma conversa franca, um diálogo”, disse o presidente da Docas Paraíba.

O prefeito eleito de Cabedelo, José Maria de Lucena Filho, conhecido como Luceninha, esteve presente ao encontro e relatou que uma das novidades do seu governo será a criação de uma secretaria de portos, que ajudará num maior diálogo e interação para a gestão do Porto de Cabedelo. “Isso é uma novidade para o município. Cabedelo é uma cidade portuária e o poder municipal deve trabalhar unido em prol de um desenvolvimento maior, não só para a cidade, mas para toda a Paraíba. O Porto está na cidade, por isso ela é beneficiada. Mas, por ser portuária, sabemos que é uma porta aberta ao desenvolvimento do Estado da Paraíba. Não só a classe política local, mas governo estadual e federal devem que olhar de uma forma diferenciada para o Porto”, afirmou Lucena.

Números – Em dados oficiais de 2011, segundo a apresentação da coordenadora do Instituto Soma Brasil, Karine Oliveira, Cabedelo possui 57 mil habitantes; 32 km² de área; primeiro Produto Interno Bruto (PIB) per capita da Paraíba; maior investimento público per capita; terceiro maior PIB do Estado; 8,1% do PIB estadual e segundo Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) na Paraíba.

Porém, o presidente da Companhia, Wilbur, disse que Cabedelo arrecadou mais de R$ 200 milhões a mais do que Campina Grande. “Chegamos a dois milhões de toneladas movimentadas no Porto de Cabedelo. Este tornou-se uma força de desenvolvimento que faz com que Cabedelo  se tornasse a segunda cidade em arrecadação de ICMS na Paraíba. Se tivermos novos parâmetros de gestão pública para apoiar o desenvolvimento econômico, industrial, comercial e logístico dessa cidade, teremos benefícios diretos não só para entrono de Cabedelo, mas para toda a Paraíba”, afirmou Jácome.