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24 de abril de 2012

Centro de Educação Produtiva Pindobal lança CD produzido por internos



O Centro de Educação Produtiva Pindobal (CEP), na zona rural de Mamanguape, lançou um CD de músicas clássicas e religiosas cantadas pelos adolescentes internos. O CD é fruto das oficinas de música desenvolvidas no trabalho de reeducação dos jovens. A renda adquirida com a venda dos CDs será revertida para a manutenção do CEP.

De acordo com pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid), na Paraíba há 35 mil usuários de crack e 21,7 mil deles – 62% dos viciados identificados – são crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos.

O professor da oficina de música do CEP, Júlio César Moura, destacou que o desenvolvimento de habilidades artísticas e atividades de socialização são determinantes para reeducação dos adolescentes e seu consequente retorno à sociedade, preparados para superar os desafios e se adequar ao mercado de trabalho sem voltar ao mundo das drogas. “Eles chegam aqui muito fragilizados e, aos poucos, vão retomando a confiança e descobrindo que são capazes de viver muito melhor sem as drogas”, declarou o professor.

Júlio César contou que o CD é direcionado, principalmente, a empresas, comunidades e escolas, para aplicação em atividades culturais, festivas e também educativas, mas poderá ser adquirido por qualquer pessoa.

Cursos profissionalizantes – Além das oficinas de músicas, os internos de 10 a 18 anos também participam de oficinas de artesanato e cursos profissionalizantes como de marcenaria, pedreiro de alvenaria, de acabamento e sanitário, informática e computação e ainda praticam esportes.

“Todos os cursos profissionalizantes oferecem certificado validado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Alguns dos curso se estendem aos moradores das comunidades vizinhas da instituição, como o curso de informática e computação, que teve 64 inscritos”, informou o diretor do CEP, João Batista França.

O centro – O CEP atende apenas homens e tem mais de 30 internos. Segundo João Batista de França, 80% deles eram usuários de drogas. A maioria dos adolescentes é dos municípios de Santa Rita, Capim, Mamanguape, Mataraca e Rio Tinto. O centro de reeducação funciona desde 2008 no lugar onde havia o Centro Educacional do Adolescente (CEA), desativado em 2005.

Os recursos que mantêm a instituição são provenientes do pagamento de multas aplicadas pela Procuradoria Regional do Trabalho e são repassadas pela Promotoria da Infância e Juventude de Mamanguape. Os internos moram no CEP durante a semana e fazem trabalho de reintegração nos finais de semana. A cada seis meses, cada um dos internos participa de uma audiência com o juizado da Vara da Infância para verificar se o adolescente já pode receber alta da instituição.

João Batista França informou que as famílias que se interessarem pelos serviços do CEP podem procurar contato com a diretoria através do telefone 8728-2774. O trabalho oferecido pelo centro é gratuito.