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Central de Transplantes realiza palestras sobre importância da doação de órgãos

terça-feira, 12 de maio de 2015 - 11:58 - Fotos: 

A Central de Transplante da Paraíba, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), promoveu na manhã desta terça-feira (12), na sede da Cagepa, uma palestra para os funcionários da companhia sobre a importância da doação de órgãos. O objetivo foi informar, tirar dúvidas e promover a sensibilização sobre o assunto.

Tendo com tema “Entendendo o Processo de Doação de Órgãos”, a palestra foi ministrada pela diretora geral da Central, Gyanna Lys. O contato com a Cagepa foi iniciado a partir da solicitação da Central de Transplante para que fosse inserida uma frase estimuladora sobre importância da doação nas contas de água. “Com esta conversa inicial, a gestão da Cagepa nos pediu este encontro com os funcionários para explicarmos como funciona o processo de doação de órgãos e, sobretudo, a importância desse gesto de solidariedade”, informou Gyanna.

Ela ainda salientou que a intenção é massificar as informações. “Precisamos criar na população a cultura de doação de órgãos. Se as pessoas não são informadas sobre o processo, dificilmente elas vão entender, na hora da morte, que é um momento de dor e sofrimento, o que é e a importância da doação. Queremos cuidar para que a população entenda este processo e seja agente divulgador da causa”, explicou Gyanna.

Segundo ela, a linguagem utilizada na palestra é acessível para que as informações sejam absorvidas de maneira fácil. “Falamos sobre o que é a morte; procuramos desmistificar os medos sobre o corpo depois da doação; comentamos sobre distribuição dos órgãos doados, quem recebe, a lista de espera; explicamos quem pode doar, a parte legal do processo, a quem se dirigir quando se tem o desejo de doar”, disse ela.

As palestras, que acontecem em várias instituições públicas e privadas da Paraíba fazem parte do Programa de Educação Continuada da Central, que prevê a divulgação do trabalho da Central de Transplante e da importância da doação de órgãos. “Nós também fazemos muitos encontros em escolas e este ano temos uma lista de empresas que já estão sendo contatadas para que possamos propagar, cada vez mais, a cultura da doação, que tem como resultado salvar vidas”, reforçou Gyanna Lys.

Para a assistente social da Cagepa, Nisia Maria Barros de Araújo, eventos como esse são muito importantes. “Nós temos a certeza de que a doação de órgãos é um ato de solidariedade muito bonito que pode salvar vidas. A palestra nos ajuda a tirar dúvidas e saber, de fato, como funciona o processo. Eu já precisei de transfusão de sangue quando era criança e hoje estou aqui para contar a história. Me sentiria muito bem se pudesse salvar uma vida com meus órgãos, sempre podemos fazer algo de bom por alguém”, contou.

Nesta quarta-feira (13), às 9h30, é a vez do Hospital Arlinda Marques, na capital, receber a equipe da Central de Transplante da Paraíba para a realização de mais uma palestra. O tema será “Identificação e Manutenção de Potencial Doador” e a palestrante será a gerente para assuntos estratégicos da Central, Myriam Carneiro de França.

Para ser doador – Pode ser doador qualquer pessoa com idade entre dois e 80 anos e que não apresente doença comprometedora do órgão ou tecido doado. Hoje, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. É suficiente comunicar à família o desejo da doação.

Os órgãos doados que vão para pacientes que necessitam de um transplante e já estão aguardando em lista única – passam por vários exames e, se for detectado algum problema, a exemplo de doença infecciosa, ou outras irregularidades (como córnea murcha, rasgada ou sem transparência), o órgão é descartado para preservar a integridade do paciente.  O telefone de contato da Central de Transplante é (083) 3244-6192.

Tipos de doador – Doador vivo:Qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial.

Doador falecido:Pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). Vale ressaltar que após a doação o corpo do doador não fica deformado. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente. Podem ser doados rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos, como córneas, peles e ossos, sempre após a autorização dos familiares.