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Central de Transplantes ganhará ambulatório de pré e pós-cirurgia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 16:56 - Fotos: 

O Governo do Estado deverá inaugurar, até o final de março próximo, as instalações do ambulatório de pré e pós-transplante, um novo serviço que vai funcionar no prédio da Policlínica Benedita Targino, no Instituto de Assistência à Saúde do Servidor (IASS), o antigo IPEP. No local será também instalado o gerenciamento da Central de Transplantes da Paraíba.  As informações são do superintendente do IASS, Gaulberto Chianca.

De acordo com ele, as ações são resultados de uma parceria entre o IASS e o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, de João Pessoa.  O objetivo é concentrar em um único local o acompanhamento e atendimento a todos os pacientes que necessitam de transplante no Estado.

Investimentos – O diretor do Hospital de Trauma, José Carlos Evangelista ressaltou a determinação e os investimentos do Governo do Estado para dinamizar a política de transplantes. Ele explicou que a Central de Transplantes tem a função de implementar e coordenar o processo de transplantação de órgãos e tecidos no Estado, envolvendo desde a captação de órgãos e tecidos e a seleção de receptores, até o transplante propriamente dito, obedecendo aos critérios da lista única estadual.

Segundo a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, médica Gyanna Lys Montenegro, a unidade funciona 24 horas por dia em regime de plantão e possui em seus quadros equipes multidisciplinares formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. “A instalação do pré e pós ambulatórios permitirá que os pacientes inscritos na lista de transplante na Paraíba sejam orientados e recebam apoio”.

Credenciados – Na Paraíba, as cirurgias são realizadas por equipes e hospitais credenciados pelo Ministério da saúde, através do SUS e Sistema Nacional de Transplantes, a exemplo das unidades da Unimed (coração, fígado, rim e pâncreas), São Vicente (rim), Antônio Targino, em Campina Grande (rim), Edson Ramalho (córnea) e Santa Terezinha, em Sousa (córnea), além de clínicas oftalmológicas credenciadas em João Pessoa e Campina Grande.

Gyanna Lys Montenegro disse que o número de doadores continua insuficiente e defendeu a continuidade do trabalho de conscientização. “É muito importante porque nossa equipe orienta que não há riscos em ser doador e qualquer pessoa pode ser”, disse. Só este ano, 103 transplantes de órgãos foram realizados no Estado, sendo 90 de córneas, 10 de rim e três de fígado.

Tempo zero – A diretora da Central de Transplantes disse que a Paraíba se orgulha de estar entre os Estados com tempo ‘zero’ de espera para transplante de córnea e mantém uma média de 30 transplantes por mês. Ela credita o crescimento dos transplantes no Estado ao trabalho contínuo de sensibilização da população para o tema e a perspectiva é chegar a 1.100 transplantes em 2010.

Para isso, a Central espera contar com as Comissões Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDTT). Na Paraíba, seis hospitais (Universitário, São Vicente de Paula, Unimed, Edson Ramalho, Traumas e o Ortotrauma) possuem CIHDTT, cuja função é a eficácia e agilidade na detecção do provável doador, bem como o cumprimento dos critérios de morte encefálica e sua manutenção hemodinâmica.

Abordagem da família – Após avaliação clínica e legal da morte encefálica do doador, a equipe da Central de Transplantes faz abordagem à família para permissão da doação de órgãos. Essa abordagem é realizada de maneira ética, respeitando as crenças e os desejos de cada família, como recomenda o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Caso a família dê o consentimento para a doação, a equipe da Central entra em contato com as equipes cirúrgicas dos vários tipos de transplantes, para o início do procedimento de retirada dos órgãos e tecidos, acompanhamento e assessoramento dos atos cirúrgicos e a consequente preservação e distribuição do material coletado.

Ana Lustosa, com fotos de Walter Rafael, da Secom-PB