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Central de Transplantes abre workshop sobre doação de órgãos e tecidos

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 - 08:54 - Fotos:  Ricardo Puppe

A Central de Transplantes da Paraíba, em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa), abriu na noite dessa terça-feira (18), a segunda edição do workshop sobre doação de órgãos. O evento acontece por meio do Núcleo de Captação de Órgãos e Tecidos de Campina Grande, no auditório da Facisa, no bairro Itararé, e continua nesta quarta-feira (19).

Para compor a mesa de abertura foram convidados a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro; o coordenador do Núcleo de Captação da Central de Transplantes em Campina Grande, Allysom Belo Assis; o médico hepatologista e professor dr. Tibério Batista de Oliveira (Imip-PE), que representou a direção da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa); o cirurgião transplantador e responsável pela equipe de transplante de Rim no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, Rafael Maciel, além do coordenador da equipe pernambucana de retirada de órgãos para transplantes e professor da Universidade de Pernambuco (UPE), dr. Bernardo David Sabat.

De acordo com a diretora da Central de Transplantes na Paraíba, Gyanna Lys Montenegro, o evento ajuda a divulgar a importância da doação de órgãos para estudantes de Medicina, Enfermagem, Serviço Social e Psicologia, além dos profissionais vinculados aos transplantes. “Este evento proporciona a troca de experiências dos médicos e profissionais que já atuam na área com os jovens que ainda estão na faculdade ou universidade, com o objetivo de capacitá-los, envolvê-los com o processo e torná-los agentes multiplicadores da causa da doação. Neste evento, vamos ter a oportunidade de falar de processos de abordagem e acolhimento da família, técnicas de retirada e captação de órgãos, o que será fundamental para a formação do profissional”, destacou Gyanna Lys.

Composto por palestras e mesas-redondas, o workshop conta ainda com apresentações culturais. Renomados profissionais participam do evento, entre eles o diretor da Clínica Escola da Facisa/FCM, Diego Gadelha; o psiquiatra Edmundo Gaudêncio e a psicóloga Rita de Cássia Dias Calado.

O médico Bernardo David Sabat, que palestrou sobre a “Retirada de Múltiplos Órgãos para Transplante”, destacou que o workshop cumpre seu papel em informar a população sobre os procedimentos dos transplantes. “Os transplantes só funcionam se tiverem o envolvimento da população, então a população tem que estar bem informada e segura sobre o que é a doação e o que é o transplante”, observou o médico.

Ainda segundo ele, alguns fatores dificultam a doação e realização de transplantes. “O número de pessoas que adoecem e que aumentam a fila de espera de transplantes só cresce, já o número de doadores não acompanha esse ritmo. Se todos os pacientes que apresentam morte encefálica se tornassem doadores, o problema estaria resolvido. O problema maior não é a família, mas os médicos que trabalham em unidades de terapia intensiva (UTI) e emergências. De acordo com a legislação, eles deveriam comunicar a ocorrência de uma possível morte encefálica, envolvendo uma equipe multiprofissional, para falar e acolher as famílias sobre a importância de doar naquele momento e salvar outra vida” defendeu o palestrante.

Já o dr. Tibério Batista de Medeiros, que palestrou sobre as “Indicações e contraindicações no transplante de Fígado”, também destacou que é preciso sensibilizar a população médica e científica quanto a importância do transplante, como algo que deixou de ser experimental, para ser uma realidade que salva vidas. “O sistema de captação de órgãos e de transplantes no Brasil é sério e transparente, por isso independente da classe social, o sistema funciona para todos”, defendeu o médico.

O evento contou ainda com a palestra do psiquiatra e professor das universidades Estadual da Paraíba (UEPB), Federal de Campina Grande (UFCG) e Facisa, dr. Edmundo Gaudêncio que palestrou sobre “Espírito e Corpo. Quando a vida termina”.

O estudante Guilherme Henriques, que está no 3º ano de Medicina, explicou que as palestras não abrangem apenas estudantes de medicina, mas a população como um todo sobre a importância desse tipo de cirurgia. Segundo Guilherme Henriques, o médico tem por obrigação identificar e informar os pacientes que possivelmente serão doadores, para que a Central de Transplantes possa mobilizar o processo, contribuindo para que outra pessoa possa receber aquele órgão e consequentemente ser salva.

Central de Transplantes da Paraíba – A Central de Transplantes da Paraíba fica localizada em João Pessoa e mantém núcleos de captação na Capital, Campina Grande, Patos e Guarabira. Esses núcleos funcionam, respectivamente, no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, Hospital Regional de Patos e Hospital Regional de Guarabira. A Central funciona 24 horas e pode ser mobilizada através dos telefones (83) 3244-6192 e (83) 8845-3516.

Clique aqui e confira a programação desta quarta-feira – 19/11.